A SAGA CREPÚSCULO - LUA NOVA

 

 

“Felizmente todos os envolvidos no filme anterior, o péssimo Crepúsculo, aprenderam com seus erros e com essa continuação realizaram um filme com roteiro mais coeso, uma direção inovadora e com belas interpretações, enfim, uma excelente produção”. Juro aos fãs da saga que adoraria começar meu texto da maneira que escrevi aqui, mas não passou de um delírio, nada aconteceu dessa forma, infelizmente, Lua Nova, consegue a proeza de ser ainda pior que seu antecessor, a continuação repete todos seus erros e não consegue fazer nada de novo. Dessa forma, já peço aos fãs fanáticos da saga que não agüentam nenhum comentário negativo a respeito dela, mesmo com muito embasamento, ao contrário dos elogios que recebe, que já parem sua leitura aqui, só prossigam aqueles que queiram saber o porquê do filme ter um roteiro fraco, uma direção burocrática e atuações terríveis e que a única coisa que torna o filme no máximo assistível são os melhores efeitos visuais e os interessantes vampiros europeus.

 

Nesse novo episódio da saga escrita por Sthephenie Meyer, acompanhamos Bella (Stewart) e Edward (Pattinson) já como um casal formado, com a garota começando a fazer parte da família do vampiro até que um acidente faz o rapaz temer pela segurança da moça e decide deixar a cidade com toda sua família, o que faz com que Bella caia em depressão e passe extinguir qualquer convívio social com seus amigos de outrora. Até que a garota volta a dar mais atenção para seu amigo Jacob (Lautner) que depois passamos a saber que assim como Edward também não é uma pessoa comum, ao invés de vampiro, ele é um lobisomen.

 

Nesse momento passamos pelo menos a ter uma noção do porquê desse furor mundial de garotinhas na puberdade com relação a saga, qual menina totalmente normal, assim como Bella, não gostaria de ser disputada por dois rapazes fortes, com dons sobrenaturais e que prometessem amá-la para sempre. O que é engraçado é que as maioria dos fãs da saga que devoraram os livros em questão de dias e que devem ter assistido os filmes por dezenas de vezes, não conseguiram perceber ou não querem perceber a metáfora por traz da mensagem de Meyer, como Mórmon praticante nos EUA, sua história não gira em torno de abstinência ao sangue, isso obviamente é uma metáfora com relação à abstinência sexual dos adolescentes, que só deve ser consumado depois do casamento, e as referencia estão por todo o filme, Edward fica longe de Bella para fugir da tentação de “morde-la”, precisa pedi-la em casamento para depois “transformá-la” e a mensagem mais clara de todas, o avião que levou Bella e a irmã de Edward, Alice (Greene) para a Itália era da companhia aérea “Virgin America”.

 

Não contente com a mensagem subliminar, Meyer e o diretor Chris Weitz ainda fazem questão de colocar a tentação diante das moças o tempo todo, já que é extremamente engraçado as cenas dos musculosos Lobos, que aparecem o tempo todo sem camisa, mesmo no frio e com chuva, com a justificativa que seus corpos são mais quentes. Aproveitando a menção do diretor Chris Weits, o mesmo se mostra tão burocrático e sem inovação como foi Catherine Hardwicke no longa original, tudo bem que até entendo que ele queira deixar tudo mastigado para as fãs poderem apenas admirar Jacob e Edward, mas os momentos auto explicativos da direção de Weitz são constrangedores, como no momento em que Bella passa a noite deitada na floresta e o diretor realiza um plano plongé com movimento circulares afim de mostrar a confusão na cabeça da moça, ou no didático momento em que Bella se encontra em seu quarto o diretor utiliza de travellings, novamente circulares para mostrar a passagem do tempo através das estações do ano que podemos conferir do lado de fora da casa, porém sem nenhuma confiança na inteligência do público alvo de seu filme, ele acresce a informação dos meses do ano na tela.

 

E o que podemos dizer do elenco principal do filme, há muito tempo que não vejo um ator tão inexpressivo como Pattinson, em todos seus momentos ele aparece cabisbaixo e falando com o olhar no horizonte com a intenção de mostrar a angústia sentida pela sua personagem, já Kristen Stewart é vazia, sem vida, assim como sua personagem, já que Bella, não tem opinião própria, ou melhor, não tem vida própria, é fraca e indecisa, enquanto Taylor Lautner serve apenas para ficar exibindo o corpo malhado já que suas melhores aparições são quando está transformado em lobo.

 

Falando nos lobos, pelo menos são uma entre as pouquíssimas coisas a serem elogiadas, já que seus momentos são os melhores do filme, assim como os vampiros europeus, os Volturis, apesar da rápida aparição são definitivamente mais interessantes que os Cullens, mesmo com o momento vampiros mutantes (X-Men?) onde alguns têm poderes/dons diferente de outros.

 

Até esse momento do texto já foram mais de 800 palavras na tentativa de dar o máximo de embasamento possível para as explicações sobre o porquê de o filme ser tão ruim, mal dirigido, com atuações que beiram o amadorismo assim como também entender o motivo de tanta adoração sobre uma das mais fracas e superficiais histórias de vampiros transpostas para o cinema.

 

Cotação: 2.0

 

 

Elenco: Taylor Lautner (Jacob Black), Cameron Bright (Alec), Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Anna Kendrick (Jessica), Kellan Lutz (Emmett Cullen), Ashley Greene (Alice Cullen), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Michael Sheen (Aro), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Robert Pattinson (Edward Cullen), Rachelle Lefevre (Victoria), Nikki Reed (Rosalie Hale), Bronson Pelletier (Jared), Tyson Houseman (Quil), Edi Gathegi (Laurent), Kristen Stewart (Bella Swan), Chaske Spencer (Sam), Alex Meraz, Kiowa Gordon (Embry), Graham Greene (Harry Clearwater), Billy Burke (Charlie Swan), Jamie Campbell Bower (Caius), Dakota Fanning (Jane)

 



Escrito por Escrito por Wendell às 13h10
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2012

 

 

Um filme fraco, porém com momentos interessantes, mais uma vez o diretor Roland Emmerich, o senhor das catástrofes, ele já foi responsável por Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, dessa vez tenta destruir toda a humanidade se baseando no fim do calendário Maia que ocorre em dezembro de 2012.

Obviamente Emmerich não é diretor de atores e nem roteirista, já que com exceção da atuação engraçada de Woody Harrelson, nenhuma outra tem destaque, com relação ao texto ele mostra os russos do jeito mais estereotipado possível e coloca um momento constrangedor com Danny Glover (como Presidente dos EUA) fazendo um discurso para o mundo dizendo que é a terra é um planeta de muitas religiões, mas o que dirá irá ser entendido por todas, para deferir logo depois “O senhor é meu pastor e nada ...” INACREDITÁVEL.

Mas o foco do filme é mostrar os detalhes da destruição global e isso o diretor faz com maestria, acompanhamos tsunames gigantescos, erupções vulcânicas e prédios caindo como se fossem dominós, até vemos o Cristo Redentor vindo abaixo com uma narração em português que parece que foi feita por Galvão Buenos, (rsrs).

Cotação: 5.5



Escrito por Escrito por Wendell às 13h08
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FILMES VISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

Vistos em DVD e/ou TV

Bigger Stronger Faster (EUA 208): Ótimo documentário dirigido por Chris Bell, mostrando de maneira interessante o uso e abuso dos esteróides nos EUA, inclusive por esportistas famosos. E se tornou ainda mais trágico já que depois de alguns meses do lançamento do documentário, o irmão do diretor, Mike Bell, que também foi um dos protagonistas do projeto e usuário de esteróides e outros tipos de drogas, morreu por causas não determinadas, sua história trágica terminou a maneira que infelizmente seu pai previu durante entrevista no documentário.

Cotação: 8.5

 

Monstros VS Alienígenas (EUA 2009): Animação da dreamworks, que foi criada para competir com a Pixar, algo que até consegue no plano financeiro, porém na qualidade, estão anos luz, o longa tem referências terríveis a ET, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Uma Verdade Inconveniente, talvez os roteiristas quisessem ter mostrado que estavam antenados com o universo fora da animação, até na questão técnica a animação deixa a desejar, fraquíssima e sem graça.

Cotação: 2.0

 

Uma Noite no Museu 2 (EUA 2009): Confesso que assisti ao filme com a expectativa mais baixa possível, pois imaginava algo péssimo, e na verdade não é, não que seja algo excepcional, mas a baixa expectativa ajudou o filme e o tornou regular e em alguns momentos interessante e divertido.

Cotação: 6.5

 

Violência Gratuita (EUA 2007): Michael Haneke (diretor Alemão) refilmando para o mercado norteamericano seu próprio filme de 1997, sobre 2 jovens que escandalizam uma família com seus joguinhos de violência física e psíquica, além do fato do diretor mostrar de maneira interessante que a história é conduzida por ele e que o gosto e/ou vontade do expectador não importa.

Cotação: 7.0

 

Visto do Cinema

Verdade Nua e Crua (EUA 2009): Gerard Butler totalmente a vontade como o galã machista e conquistador, aliás o filme é machista até seu último quadro, basta ver que a personagem de Katherine Heigl precisa estar “intocada” por seu namorado para que ainda se torne digna do conquistador Butler. E é impossível fugir da comparação do orgasmo da moça em um restaurante em função de uma calcinha vibratória, com aquela antológica protagonizada por Meg Ryan em “Harry e Sally” de maneira muito mais eficaz. Mas também é preciso reconhecer que o filme diverte e se torna um passatempo não mais que interessante.

Cotação: 6.0

 

Visto do PC.

Distrito 9 (EUA 2009): Dirigido pelo sul africano Neil Blomkamp e produzido por Peter Jackson (o diretor de O Senhor dos Anéis), o filme se torna interessante pelo fato de ser uma ficção científica com os pés na realidade, louvável a capacidade do filme em usar os “ET’s” para mostrar o tratamento as minorias e criticas o Apartheid. Excelente filme.

Cotação: 8.5



Escrito por Escrito por Wendell às 00h05
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FILMES VISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

A Dúvida (EUA 2008): Filme sensacional, fala sobre um suposto caso de pedófila nos EUA nos anos 60, e como o título, a dúvida sobre o que aconteceu permanece até o final, ou melhor ainda, fica a critério de cada expectador julgar o que de fato ocorreu, com atuações memoráveis dos sempre ótimos Philip Seymour Hoffman e Merryl Streep, o filme também conta com uma atuação excelente da bela Amy Adams, que após conferir esse filme digo que ela merecia o Oscar de atriz coadjuvante do qual perdeu para Penélope Cruz, ou ainda além, A Dúvida é melhor que o ganhador do Oscar “Quem quer ser um Milionário”.

Cotação: 9.5

 

A Mulher Invisível (Brasil 2009): Filme fraquíssimo, com um roteiro cheio de furos e o pior tudo sem a mínima graça, tirando as curvas de Luana Piovani, não há nada mais a conferir no filme, atuação totalmente caricata de todos os personagens, e pessimamente dirigido e escrito por Claudio Torres (sim, ele é irmão de Fernanda Torres e obviamente filho de Fernanda Montenegro), o que soa mais decepcionante, já que também escreveu “O Redentor” que é muito bom, enfim, um péssimo filme que já seria fraco como um especial de fim de ano da TV Globo.

Cotação: 2.0



Escrito por Escrito por Wendell às 01h00
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BASTARDOS INGLÓRIOS

 

Atualmente no cinema temos poucos diretores que são mais famosos que seus filmes, e Quantin Tarantino é com certeza um deles, desde sua estréia no violento “Cães de Aluguel” de 1992 que o cineasta passou a despertar interesse em Hollywood, porém foi em 1994 com o sensacional “Pulp Fiction” que ele finalmente entrou para o hall dos grandes e admirados diretores. Desde então cada projeto anunciado pelo diretor gera grande expectativa, e os trailers de Bastardos Inglórios já anunciavam mais um projeto insano do diretor.

 

Diferente do que vimos nos trailers, à história não gira em torno somente dos Bastados do titulo, que são na verdade soldados judeus (mais um alemão desertor) que vão a França que no momento já está ocupada pelos nazistas, com a missão de fazer somente uma coisa e uma coisa somente como bem define o líder dos bastardos Aldo Raine (Pitt), matar nazistas e com o requinte de crueldade de, além disso, levar o escalpo dos mesmos como troféu. Mas como dizia, além dos Bastardos o filme também gira em torno da vingança de Shosanna (Laurent) que já teve um passado de crueldade mas mãos dos nazistas e nesse turbilhão  ainda somos apresentados ao Coronel Landa (Waltz) que por eficiência em sua função ganha o apelido de “Caçador de Judeus”.

 

Por se tratar de um filme de Tarantino, obviamente não temos uma história comum sobre algum acontecimento da segunda guerra se baseando em fatos reais, tudo em “Bastardos Inglórios” é caricato, vide as personagens impagáveis de Adolf Hitler e Goebbels que não tem nenhuma relação com o que foram na realidade. Já os elementos que facilmente identificam um filme do diretor, estão lá presentes, a apresentação inicial homenageando os filmes antigos, o fetiche do diretor por pés de mulheres, a divisão do filme feito em capítulos, assim que o fez em Kill Bill e é claro a violência insana e os diálogos memoráveis.

 

Na divisão por capítulos feita por Tarantino, temos no Capitulo 1 a apresentação do Coronel Landa em dos melhores momentos do longa, com uma habilidade impar para sentir a mentira em seus “entrevistados” o Coronel faz um embate psicológico sensacional com o fazendeiro LaPadite (Menochet), no Capitulo 2 temos a apresentação dos Bastardos e nesse momento já temos doses da violência explicita do filme, no capitulo 3, temos Shosanna arquitetando sua vingança contra os nazistas por terem matado sua família quando ainda era uma garotinha e por fim os capítulos 4 e 5 onde vemos a ação ocorrer.

 

A grande virtude e defeitos de Bastardos Inglórios residem em seus personagens, se o Coronel Landa que por sinal é magnificamente interpretado por Waltz, se mostra extremamente inteligente e articulado, peca por seu destino baseado em sua uma inocência que não combina com o que foi apresentado até o momento, já Brad Pitt se diverte no papel de Aldo Raine e com um sotaque hilário (principalmente quando se “disfarça” de italiano) mostra competência em toda projeção, uma grata surpresa foi à presença do ator/diretor Eli Roth (como diretor foi responsável pelos repulsivos O Albergue I e II) que se como diretor é de um mau gosto gigante, como ator, se sai consideravelmente bem, já a francesa Mélanie Laurent fica como a parte negativa, com uma atuação sem brilho, sem inspiração, em nenhum momento consegue passar o sentimento de revolta e dor de sua personagem.

 

Enfim, Bastardos Inglórios é mais um delírio de um diretor que embora passe dos limites em seus devaneios atrás das câmeras é sem dúvida alguma talentoso e hábil em criar histórias interessantes que jamais perdem o ritmo durante a projeção.

 

Cotação: 9.0

 

Elenco Principal: Brad Pitt; Mélanie Laurent; Eli Roth; Christoph Waltz; Michael Fassbender; Diane Krueger; Daniel Brühl; Til Schweiger; Denis Menochet; Omar Doom; Gedeon Burkhard; Jacky Ido; B.J. Novak; August Diehl; Sylvester Groth; Martin Wuttke

 



Escrito por Escrito por Wendell às 00h46
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FILMES VISTOS E/OU REVISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

Noivas em Guerra (EUA 2009): Uma comédia que não faz rir, a premissa das noivas em pé de guerra em função de datas de casamento talvez tenha algum impacto para o público feminino somente, porém as partes cômicas do filme (ou tentativas de) ficam todas em função da sabotagem mútua das noivas que no fundo não tem a menor graça, e que pena que a talentosa Anne Hathaway tenha seu talento todo desperdiçado nesse péssimo filme.

Cotação: 2.0

 

Heróis (EUA 2009) – Mais interessante do que parecia ser, a principio pensei que seria algo parecido com o horroroso “Jumper”, ou algo parecido com a série de TV “Heroes”, mas no fundo a premissa de Heróis é mais bem concebida, resultando num filme pelo menos agradável de assistir, entretanto, nada mais do que isso.

Cotação: 6.0

 

Star Wars – O Império Contra-Ataca: Sem a menor dúvida o melhor dos episódios de Star Wars, e também devo confessar que Star Wars é pra mim o Corinthians do cinema, portanto minha analises são mais emocionais do que racionais, mas é um clássico, com um clima dark, sombrio, perfeito para aquele momento da saga, e o que melhor revela aquele que se tornou o vilão mais famoso da história do cinema, DARTH VADER.

Cotação: 10

 

Presságio (EUA 2009): Filme surpreendente, com o trailer e contando com últimos e péssimos projetos de Nicolas Cage, não tinha muita dúvida que o filme seria ruim, porém fui positivamente surpreendido com a atuação contida, no entanto correta de Cage, assim como a história, que se desenvolve de maneira fluida sem nunca perder o foco e apesar de misturar elementos de suspense, ficção e religiosidade o longa equilibra todos muito bem, finalizando um projeto bastante interessante.

Cotação: 8.5



Escrito por Escrito por Wendell às 23h51
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TEASER'S E TRAILERS

Para assistir clique nas imagens dos trailers, é necessário ter o Quicktime instalado.

Lua Nova – Lançamento Brasil e EUA – 20 de Novembro de 2009

Pelo jeito não irá mudar muito a temática já vista no terrível Crepúsculo, fica evidente a tentativa do filme em atrair o máximo possível de público feminino, já que o trailer é um desfile de rapazes malhados e sem camisa, já a história do filme, bom essa parece não interessar muito e se baseando pelo trailer, bom, vamos esperar pelo filme para não tirar conclusões precipitadas.

 

Inception – Lançamento EUA – 16 de Julho de 2010

Ficção Científica dirigida por Christopher Nolan (o mesmo de Batman The Dark Knight) com Leonardo Dicaprio. Ainda não se sabe muito sobre a história e o teaser também não revela muita coisa, mas como a estréia é somente em 2010 o visual quase noir do teaser levante uma imensa curiosidade sobre o projeto.

 

The Road - Lançamento EUA – 25 de Novembro de 2009 – Brasil em 05 de fevereiro de 2010.

Baseado em um livro do excelente escritor americano Cormac Mccarthy o mesmo de Onde os Fracos não tem Vez, agora fala sobre um Pai e seu filho vagando sozinhos pelos EUA devastado pela Guerra. Com Vigo Mortensen como protagonista, o trailer é excelente e desde já coloca o filme entre os mais aguardados deste ano.

 

Garota Infernal – Estreou nos EUA nesse final de semana – Brasil em 23 de Outubro

No trailer parece ser apenas uma produção tentando aproveitar a exposição que a Megan Fox ganhou com Transformers, já que a história de uma líder de torcida possuída não tem nada de interessante. E a fraca estréia do filme nos EUA nesse final de semana ajuda a comprovar a tese.



Escrito por Escrito por Wendell às 21h43
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FILMES VISTOS E/OU REVISTOS ULTIMAMENTE

 

Busca Implacável (EUA/França – 2008)

Claramente baseado nos filmes de Jason Bourne, mostra Lian Neeson como um ex-agente que precisa voltar a ativa quando sua filha é seqüestrada na França. Não tem o impacto de Bourne, mas é bem realizado com bons momentos.

Cotação: 7.0

 

13º Distrito  2– Ultimatum (França 2009)

O primeiro filme era do gênero policial com ação e que se destacava única e exclusivamente pelas cenas de perseguição com a ajuda da técnica do Parkour, já nesse segundo filme embora ainda tenham alguns bons momentos, os produtores acharam que a trama do filme seria mais interessante, o que não é.

Cotação: 5.0

 

Duplicidade (EUA 2009)

Segundo filme dirigido pelo competente roteirista Tony Gilroy, o primeiro foi Conduta de Risco, conta com grande elenco, Julia Roberts e Clive Owen como um “casal” de agentes tentando enganar grandes corporações, o filme tem bons momentos mas é arrastado, muitas vezes parecendo não saber qual direção seguir.

Cotação: 5.0

 

Religulous (EUA 2008)

Escrito pelo apresentador de TV americano Bill Maher, o documentário mostra com um discurso racional de como a religião tem sido algo ruim para o mundo, e como a intolerância nesse assunto causa conflitos, guerras, assassinatos e afins. E ainda mostra como o número de pessoas que não seguem nenhuma religião é  expressivo, porém silencioso.

Bill Maher já faz ótimas entrevistas/discussões em seu talk show na HBO e confesso que fiquei impressionado com a maneira que ele desarmava os argumentos de alguns fundamentalistas religiosos.

Cotação: 9.0



Escrito por Escrito por Wendell às 12h56
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FILMES VISTOS E/OU REVISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

 

Watchmen(EUA – 2009) – A Graphic Novel é excelente, o filme no cinema foi excelente e corajoso (como disse na critica, alterou o final da HQ e o fez ainda melhor) e revendo o filme em DVD só confirmo o veredicto, excelente.

Cotação: 9.0

 

Os Estranhos (EUA 2008) – Um terror com todos os clichês e momento irritantes do gênero, vilões sem motivo algum, mocinho que acha que a menina esta alucinando quando diz que alguém invadiu a casa, enfim, uma péssima produção.

Cotação: 1.0

 

The Spirit – O Filme (EUA 2008) – Filme baseado nos Quadrinhos de Will Eisner e adaptado ao cinema por Frank Miller utilizando a mesma tecnologia que Robert Rodriguez usou para adaptar Sin City, o filme é interessante e tem um elenco afinado, mas nada mais que isso.

Cotação: 6.5

 



Escrito por Escrito por Wendell às 22h43
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UP - ALTAS AVENTURAS

 

Verificando meus últimos textos sobre os projetos da Pixar, no caso os excepcionais  Ratatouille e Wall-e, vi que não havia outra maneira de iniciar os textos a não ser elogiando o trabalho da empresa que desde sua criação já realizou 9 longas de animação e todos em altíssimo nível, sendo assim todos sempre se perguntaram se algum dia a empresa iria errar, se enganar, tocar a frente um projeto que depois se revelasse um equívoco, e muitos acharam que “UP” seria esse filme, que a história de um velho rabugento jamais seria interessante o suficiente para levar as crianças ao cinema, tal “preconceito” fez até as ações da empresa cair de valor, o resultado: “UP” é até esse o momento o segundo filme mais rentável do ano nos Estados Unidos, foi  selecionado para abrir o festival de Cannes, recebeu criticas absolutamente positivas e provou que não foi dessa vez que a Pixar se equivocou, aliás a resposta de Lasseter (diretor da Pixar) para encorajar os demais realizadores do longa foi, “esqueçam o que estão dizendo, se a história for boa, o público segue”. E a história de “UP” é mais do que boa, é comovente.

 

O longa conta a história de Carl (voz de Chico Anisio) um velho rabugento, vendedor de balões, que desde a infância sempre morou no mesmo bairro e que sempre sonhou em explorar a natureza da América do Sul junto com sua falecida esposa Ellie, ao ver que seu bairro estava sendo consumido por arranha céus, decide tomar uma decisão radical, voar com sua casa e morar definitivamente no paraíso sul americano que tanto sonhou em fazer junto com sua esposa. Nessa aventura ele só não contava com a presença do pequeno Russel, que por acidente estava na varanda de sua casa no momento da decolagem.

 

Quando falei no texto de Wall-e que ele era provavelmente o mais adulto filme já produzido pela Pixar, em “UP” não êxito em dizer que é o mais dramático realizado pelo estúdio, os primeiros 15 minutos onde acompanhamos Carl conhecendo Ellie, se apaixonando, casando, deixando os sonhos de lado frente às dificuldades da vida, torna-se quase impossível segurar as lagrimas tamanho a qualidade dramática do roteiro, que foi escrito por Pete Docter (Mostros S.A) e Bob Peterson, que respectivamente  também foram diretor e co-diretor do filme e também teve a presença de Thomas McCarthy para ajudar no desenvolvimento dos personagens.

 

Novamente a Pixar deita e rola nos desenhos das personagens humanas como sempre fez em suas produções, Carl tem um rosto convencional com um queixo quadrado, que lembra muito Walter Matthau contrapondo as feições totalmente arredondadas do garoto Russel. Pela primeira vez também se utilizou dos recursos 3D nas produções da pixar e até nisso a empresa consegue ser “inovadora” no sentido de usar a tecnologia a serviço da história, somente para destacar profundidade das cenas e não com abuso de objetos sendo jogados no expectador.

 

E não há duvida que o garoto Russel foi criado como um contrapeso de Carl, enquanto acompanhamos o mal humor do simpático velhinho (e isso não é uma contradição) também vemos a inocência e juventude apaixonante do garoto, que não usa de artifícios baratos para fazer rir, sua naturalidade é por si só engraçada.

 

Enfim, assim como em 2007 coloquei “Ratatouille” como o segundo melhor filme do ano, atrás somente do nacional “Tropa de Elite”, em 2008, “Wall-e” alcançou o topo da minha lista de melhores do ano, é sem dúvida nenhuma que afirmo que “Up – Altas Aventuras” terá um lugar de destaque entre os melhores de 2009.

 

Cotação: 9.5

 

P.S: Dessa vez o curta de animação que antecede o filme, não me lembro do nome nesse momento, apesar de engraçadinho, foi bem aquém dos projetos anteriores da Pixar.

 



Escrito por Escrito por Wendell às 15h12
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SE BEBER NÃO CASE!

 

A comédia nos EUA tem se reinventado nos últimos 5 anos mais ou menos, já que sempre ficávamos refém dos lançamentos de Jim Carrey e dos Irmãos Farrelly, e éramos bombardeados com as besteiras de Adam Sandler, Rob Schneider e dos irmãos Wayans. Porém nos últimos anos, Jud Apatow, Todd Phillips e Seth Rogen tem realizado novas comédias, com um humor mais politicamente incorreto e menos físico e, por conseguinte, um humor mais inteligente e interessante de acompanhar.

 

Nesse novo projeto do diretor Todd Philips, “Se Beber, não case”, aliás, o titulo “The Hangover” poderia ter ganho a tradução literal, ou seja, “A Ressaca”, seria mais adequado ao conteúdo do filme. Nele acompanhamos três amigos, Phil (Cooper), Stu (Helms) e Alan (Galifianakis) preparando uma despedida de solteiro em Las Vegas para o amigo Doug (Bartha). O que deveria ser somente uma noite de festa e bebedeira se transforma em uma das maiores ressacas da vida dos rapazes, que acordam juntos na suíte do hotel sem terem a mínima noção do que ocorreu na noite anterior e que para piorar percebem que o noivo sumiu, sendo assim, terão que seguir algumas pistas (uma pulseira de hospital, um tigre no banheiro, uma criança no armário e a falta de um dente) que tem para entender o que aconteceu e levar o amigo de volta para casa a tempo de seu casamento.

 

A premissa que de inicio soa um tanto quanto absurda, nos entrega uma das melhores comédias dos últimos tempos. A identificação com os personagens acontece desde a primeira cena, quando Phil diz à noiva que o casamento não irá acontecer. Aliás Phil nada mais é que um marido, com uma filha, com saudade dos tempos de curtição, já Stu se mostra como o rapaz em um relacionamento sério porém totalmente sufocado pela namorada e Alan é o cunhado totalmente insano. A química existente entre esse trio principal é a engrenagem principal do filme, já que Doug tem pouco tempo em cena. E como é bom acompanharmos uma comédia onde as risadas acontecem em função das situações e não através de artifícios forçados para provocar o riso, e o primeiro encontro de Alan com o tigre, a reação do Stu com a perda do dente e os momentos na casa de Mike Tyson são a maior prova da inteligência cômica do filme.

 

Todd Phillips parece saber o caminho para colocar adultos em situações anormais e extrair o máximo das mesmas, ele também foi o diretor dos ótimos “Starsky & Hutch e “Anos Incriveis” e do não tão ótimo assim “Escola de Idiotas”. Embora Cooper e Helms, estejam excelentes como Phil e Stu respectivamente, e a atuação de Ken Jeong seja curta porém memorável como o Sr. Chow, é sem duvida alguma a performance de Zach Galifianakis que rouba a cena, Alan ao mesmo tempo em que revela idéias malucas e consegue até mesmo fazer uma piada sobre o holocausto soar engraçada, apresenta uma inocência e vontade de ser “aceito” entre os amigos de Doug, que faz com que venhamos a ter uma maior identificação com o rapaz, e a composição de Zach é perfeita nesse sentido.

 

“Se Beber, Não Case!” é até o momento a melhor comédia de 2009, e o as piadas sempre inteligentes, bem colocadas, adultas e com teor quase sempre politicamente incorreto, fazem do filme um exemplar digno do que uma comédia bem feita deveria ser, e quando achamos que já gastamos todas as risadas possíveis com o longa, temos a revelação da “causa” da ressaca, feita através das imagens deixadas na máquina digital de Alan e não percam tal revelação por nada.

 

Cotação: 9.0

 

ELENCO PRINCIPAL: Bradley Cooper , Ed Helms , Zach Galifianakis , Justin Bartha , Heather Graham, Ken Jeong, Mike Epps, Sasha Barrese, Jeffrey Tambor, Rachael Harris.

 



Escrito por Escrito por Wendell às 00h55
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TRAILERS

Clique na imagem para acessar a página com os trailers. é preciso ter o Quicktime instalado.

Avatar – De James Cameron

Lançamento = 18 de Dezembro de 2009 (Brasil)

Enfim chegou à internet o teaser trailer tão aguardado do filme de James Cameron, que não dirigiu nenhum outro desde Titanic, e segundo dizem está desde então desenvolvendo novas tecnologias a serem usadas em seu nesse Avatar. O filme contará a história de um veterano de guerra que ficou paraplégico e é enviado a uma missão a um planeta chamado Pandora, onde conhecerá a raça local e que terá sua vida completamente mudada em razão disso. O trailer não entrega muita coisa, as imagens apesar de belas, por enquanto não revelam nenhuma super inovação tecnológica como a Fox e Cameron vem dizendo, teremos que esperar pelo trailer completo para ver algo mais.

Cotação: 7.0

 

Ninja Assassin – De James Mcteigue

Lançamento – 25 de Novembro de 2009 (EUA), sem confirmação para o Brasil

Dirigido por Mcteigue e produzido pelos irmãos Wachowski, uma das melhores parcerias do cinema ultimamente, responsáveis por Matrix, V de Vingança e Speed Racer. O trailer é interessante e mostra um ninja sendo traído pelo clã que o criou, com cenas muito bem coreografadas e bons efeitos visuais.

Cotação 8.0

 

Capitalism – A Love Story – De Michael Moore

Lançamento – 02 de Outubro de 2009 (EUA), sem confirmação para o Brasil

A metralhadora de Michael Moore, o responsável por Tiros em Columbine e Fahrenheit 11 de Setembro, agora mira o capitalismo e a crise financeira mundial, as imagens mostram mais piadas de Moore do que qualquer outra coisa, é preciso esperar para ver qual será sua abordagem.

Cotação: 5.0

 

The Men Who Stare At Goats – De Grant Heslov

Lançamento – 06 de Novembro de 2009 (EUA), sem confirmação para o Brasil.

A carreira de ator de Heslov é muito mais extensa e rica que a de diretor, o que não faz desse trailer um dos mais engraçados do ano junto com “The Hangover”. Fora o título que é um dos mais estranhos que já vi ultimamente, seria algo parecido como “O Homem que encara Cabras”, porém com o trailer fica evidente o porquê do mesmo, George Clooney está impagável como protagonista, um “espião” do governo contanto sua história a um jornalista (Ewan Mcgregor). As pontas de Kevin Spacey e Jeff Bridges também são sensacionais.

Cotação: 9.0



Escrito por Escrito por Wendell às 02h19
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FILMES LEGENDADOS X DUBLADOS

 

A discussão é antiga, muitos filmes chegam aos cinemas brasileiros somente em cópias dubladas e o número só vem aumentando ultimamente, principalmente devido às pesquisas realizadas pelos exibidores que apontam a preferência do público por filmes dublados, e como o processo de dublagem é mais barato que o que legendar fica uma combinação perfeita para produtores e exibidores, porém decepcionante para os amantes do cinema.

 

Parece que é muito difícil as pessoas perceberem que a voz é parte fundamental da atuação de um ator e o processo de dublagem simplesmente “tira” essa parte da performance, imaginem como deve ser a dublagem de Marlon Brando em “O Poderoso Chefão”, as pausas, a voz rouca, o sentimento colocado ali é algo que somente um ator do calibre de Brando consegue fazer, para ser totalmente perdido na dublagem. A animação é a única exceção nesse caso, já que por mais que os movimentos labiais sejam feitos para obedecer ao padrão da língua original, o fato da mesma ser dublada não inibe a performance do dublador original.

 

Dessa forma também é completamente aceitável que filmes como Homem Aranha, Transformers, e etc, ou seja, que tem raízes na TV, quadrinhos, brinquedos e etc, porque grande parte do público é composta por  pré-adolescentes que geralmente não querer perder tempo lendo no cinema, porém é inaceitável que filmes como “The Hangover”, que traduzindo literalmente seria “A Ressaca” mas a tradução no Brasil ficou “Se Beber não Case”, que é uma comédia adulta, que nos EUA por exemplo teve a definição Rated R, que significa que menores de 17 anos somente acompanhado dos pais, e no Brasil devido ao fato de suavizarem algumas cenas teve censura 14 anos, tenha chegado ao Pais com cerca de 80% das cópias dubladas, infelizmente a preguiça mental dos expectadores comuns  tem levado o cinema aumentar cada vez mais as cópias dubladas e fazerem os fãs de verdade da sétima arte não terem mais filmes a altura do original exibidos em nossas salas e a tendência é só piorar.

 



Escrito por Escrito por Wendell às 01h49
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BRÜNO

 

Ao falar de Bruno é praticamente impossível não associá-lo ao seu antecessor Borat, ambos personagens criados pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen, para seu programa de TV Ali G – Show.  Mesmo que com Borat o ator não tenha inventado o gênero de mockumentary , ou seja, o falso documentário, foi com certeza o filme que de certa forma deu popularidade a esse estilo, e Brüno é o segundo longa do qual fará todos os envolvidos sentirem o humor ácido de Sacha.

 

Assim como Borat, Bruno também vai aos Estados Unidos em busca de seu sonho, se tornar uma estrela do mundo da moda, e colocará em situações constrangedoras todos que passarem por seu caminho. É nesse momento que o filme mostra seus defeitos e suas virtudes, novamente, não há como fugir da comparação com Borat, que era mais politizado e tinha um melhor desenvolvimento de suas situações, ao contrário de Brüno que na verdade vira uma metralhadora descontrolada atirando para todos os lados, e dessa forma erra bastante, primeiro pela maior quantidade de cenas já ensaiadas, depois, por deixar parte de sua vitimas sem ação, mas sem que as mesmas tenham alguma culpa, ou seja, ninguém pode culpar de preconceito os produtores de TV que se sentem envergonhados com a cena de nu frontal no piloto de um programa de entrevistas, e por fim e mais importante, Brüno não tem a mesma inocência de Borat.

 

Em contrapartida da mesma forma que o filme se revela uma metralhadora e erra bastante os alvos, quando os acerta, o estrago é feito com extrema competência e bom humor, de cenas sutis,  como ao comparar Mel Gibson como sendo o “Führer” entre os artistas, obviamente em função dos diversos comentários anti-semitas do ator ou quando ironiza de maneira genial uma modelo no inicio da projeção, passando por um hilariante momento em um clube de swing e por fim chegando no melhor momento do longa onde, ao se passar por recrutador de crianças para trabalhos em revistas e TV, Brüno desarma os pais dos menores que se mostram aptos a aceitar qualquer condição para que seus filhos alcancem a fama, mesmo que isso ponha em perigo a integridade física e moral dos filhos e finalizando quando pede informações a duas conselheiras de imagem que o ajudam a escolher a melhor maneira de usar a caridade como forma de influenciar sua imagem no mundo do entretenimento, porém sequer sabiam pronunciar o nome da capital do Sudão, Darfur, que passa por momentos de genocídios.

 

O grande trunfo de Brüno, também reside na usual performance magistral de Cohen, mesmo que aqui, seu ajudante Luts, interpretado por Gustaf Hammarsten, não o ajude tão bem como fez Ken Davitian e seu Azamat em Borat. Sacha Baron Cohen revela uma concentração excepcional para nunca deixar nenhuma nuance de seu personagem ser esquecida em suas investidas, nem nos momentos de humor puramente físico e o sotaque usado pelo ator já é engraçado por si só.

 

Enfim, Brüno é filme que cria um riso nervoso, muitas vezes de vergonha, outras vezes em função de seus momentos de grande inspiração, mas seria um projeto muito melhor se não fossem duas situações, a primeira é o fato de não ter um foco e assim não desenvolver as situações com naturalidade, a segunda é a existência de seu antecessor Borat, e na comparação entre eles, o repórter do Cazaquistão conquista uma vitória sem nenhuma dificuldade.

 

Cotação: 7.0

 



Escrito por Escrito por Wendell às 00h32
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FILMES VISTOS E/OU REVISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

 

Gran Torino (EUA 2008)

Filme dirigido e estrelado por Clint Eastwood, por quem tenho enorme admiração, porém com exceção de Clint, todos o elenco secundário do filme é muito ruim e o próprio filme em si parecia ter potencial para ser melhor e acaba por ser razoável.

Cotação: 6.0

 

O Poderoso Chefão II (EUA 1974)

É inevitável a comparação com o primeiro filme e a famosa pergunta, qual é melhor? Difícil responder, o primeiro é mais gostoso de assistir, de conhecer a genialidade de Vito Corleone, já o segundo é mais complexo, mais pesado, ou seja, não pra definir qual é melhor, eles apenas têm propósitos diferentes, porém revelados com a mesma genialidade.

Cotação: 10

 

Anjos da Noite 3 (EUA 2009)

Os dois primeiros já eram fracos, porém de certo modo interessantes, esse  terceiro exemplar é confuso, ruim, com efeitos especiais péssimos, enfim, nada se salva.

Cotação: 3.0

 

CHE (EUA/FRANÇA/ESPANHA 2008)

É evidente a preocupação do filme em mostra CHE como um homem de ideais, que adota a guerrilha como uma maneira de enfrentar o imperialismo norte-americano na região do Caribe e América Latina, porém claramente manipulam as questões no que diz respeito as execuções comandas pelo guerrilheiro, mesmo que o filme mostre uma execução faz questão do executado não ser somente um desertor, mas também um ladrão, estuprador, numa manobra injusta de tentar amenizar as atrocidades cometidas pelo personagem. Mas isso não implica em dizer que o filme seja ruim, pelo contrário, é muito bem realizado e conta com um elenco excepcional, Benicio Del Toro está soberbo como CHE, embora na vida real tenha certa ignorância sobre as realizações do personagem, o ator foi massacrado por uma jornalista cubana e ficou sem palavras, na época do lançamento do filme por não saber sobre muitas das execuções comandas pelo guerrilheiro que virou mito.

Cotação: 7.0

 

 



Escrito por Escrito por Wendell às 23h01
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