LOST - ÚLTIMA TEMPORADA - (Primeiro Episódio)

 

Oito meses, praticamente um parto esse hiato desde que,  testemunhamos no ano passado a tentativa de Juliet em detonar a bomba e levar a cabo o plano de Jack em resetar tudo e fazer com que todos na verdade voltassem para o Vôo Oceanic 815. A pergunta que ficou foi, a Bomba explodiu? Deu certo ou errado? Eles pousaram em L.A ?.

A maior virtude desse primeiro capítulo (duplo) é dar duas respostas para estas perguntas, com exceção da bomba, sim, ela explodiu, deu certo e também deu errado, eles pousaram em LA e também ficaram no presente na Ilha. Hã?? Como assim??. Bom,  Lost já ensinou a todos nós,  que não gosta de ser mais do mesmo, e sempre tenta inovar em sua narrativa, foram os flashbacks, flashfowarders, viagens no tempo e agora temos o Flash Sideways, o que seria isso, Lost criou um mundo paralelo, agora são dois mundos que coexistem em realidades diferentes, o plano de Jack deu errado e eles ainda estão na ilha, só que dessa vez no presente,  o plano também deu certo e eles voltaram para o Vôo da Oceanic 815 com algumas diferenças daquele Vôo original, Desmond está no avião, Hurley diz ser um sortudo e não mais um azarado, inverteu-se os papéis, agora é Rose que acalma Jack no momento da Turbulência e outras diferenças estão lá presentes.

É até difícil comentar esse episódio (LA X), já que tivemos respostas dessa vez, afinal agora sabemos quem ou o que é o Mostro de fumaça, mas como estamos falando de Lost, para cada resposta dada é criada outras diversas perguntas, quem são aqueles “outros/outros”?, o que é o templo? Como Sayid voltou a vida? Como segundos antes de morrer Juliet soube que o plano de Jack também funcionou?. Enfim ainda existem muitos outros mistérios a serem desvendados, mas agora eu que pergunto, qual série e não digo da atualidade, mas de todos os tempos, conseguiu criar um universo tão rico em detalhes como Lost? Qual série reinventou sua narrativa a cada temporada? A resposta para essas perguntas é óbvia, nenhuma, como já falei anteriormente, independente do final que a série tenha, afinal estamos na última temporada, Lost é pra mim, com folga a melhor série já criada para TV em todos os tempos, como disseram no blog do Dude We are Lost, Lost é FODA e como é bom te-la de volta.

Cotação: 10



Escrito por Escrito por Wendell às 00h37
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OPINIÕES SOBRE O OSCAR

 

Como podem ver, acho que Avatar leva 8 das 9 indicações, inclusive o principal de melhor filme  e Guerra ao Terror leva 2 das 9 indicações, mas um importantíssimo de Melhor diretor.

 Melhor Filme
Avatar

Um Sonho Possível
Distrito 9
Sedução
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa
Um Homem Sério
Amor sem Escalas
Up – Altas Aventuras
Sobre Avatar acho que será uma disputa com Guerra ao Terror, mas como o Oscar não visa  apenas  qualidade, mas  também  negócios e audiência televisiva, acho que não irão deixar passar em branco o recordista de bilheteria de todos os tempos.
 
Melhor Diretor
Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
James Cameron (Avatar)
Jason Reitman (Amor Sem Escalas)
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Lee Daniels (Preciosa)
Da mesma forma que será concorrido o de melhor filme será  para melhor diretor  também,  James Cameron tem grandes chances, mas apostaria e gostaria de ver a Kathryn Bigelow como primeira mulher a ganhar nessa categoria.
 
Melhor Ator
Jeff Bridges (Coração Louco)
Morgan Freeman (Invictus)
Matt Damon (O Desinformante)
Jeremy Renner (Guerra ao Terror)
George Clooney (Amor Sem Escalas)
Colin Firth (Direito de Amar)
Ainda não assisti Coração Louco mas os elogios a Jeff Bridges tem sido unânime, minha prefencia seria por Clooney ou Renner.
 
Melhor Atriz
Sandra Bullock (Um Sonho Possível)
Meryl Streep (Julie & Julia)
Carey Mulligan (Educação)
Helen Mirren (The Last Station)
Gaboury Sidibe (Preciosa)
Somente Meryl Streep pode tirar a estatueta de Sandra Bullock.
 
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz (Bastardos Inglórios)
Woody Harrelson (O Mensageiro)
Matt Damon (Invictus)
Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Christopher Plummer (The Last Station)
Consideraria uma zebra caso Waltz não ganhe.
 
Melhor Atriz Coadjuvante
Mo’Nique (Preciosa)

Anna Kendrick (Amor Sem Escalas)
Vera Farmiga (Amor Sem Escalas)
Maggie Gyllenhaal (Coração Louco)
Penelope Cruz (Nine)
Ainda preciso assistir Preciosa, mas Mo’nique tem ganho tudo.
 
Melhor Roteiro Original
Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Mark Boal (Guerra ao Terror)
Joel e Ethan Coen (Um Homem Sério)
Alessandro Camon e Oren Moverman (O Mensageiro)
Bob Peterson e Pete Docter (Up – Altas Aventuras)
Gostaria que fosse  Guerra ao Terror, porém não descarto um agrado da academia ao filme de Tarantino, Bastardos Inglórios.
 
Melhor Roteiro Adaptado
Jason Reitman e Sheldon Turner (Amor Sem Escalas)
Neill Blomkamp (Distrito 9″)
Nick Hornby (Educação)
Geoffrey Fletcher (Preciosa)
Jesse Armstrong, Samon Blackwell, Armando Iannucci e Tony Roche (In the Loop)
Acho que Preciosa e Amor sem Escalas estão quase em igualdade, mas apostaria nesse último.
 
Melhor Animação
Coraline e o Mundo Secreto
O Fantástico Sr. Raposo
A Princesa e o Sapo
The Secret of Kells
Up – Altas Aventuras
Se UP foi a única animação indicada, também a melhor filme, seria no mínimo coerente  premia-lo como melhor animação.
 
Melhor Direção de Arte
Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair (Avatar)

Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith (O Mundo Imáginário do Dr. Parnassus)
John Myhre, Gordon Sim (Nine)
Sarah Greenwood, Katie Spencer (Sherlock Holmes)
Patrice Vermette, Maggie Gray (The Young Victoria)
Acho que Avatar leva todos os prêmios técnicos.
 
Melhor Fotografia
Mauro Fiore (Avatar)
Bruno Delbonnel (Harry Potter e o Enigma do Príncipe)
Barry Ackroyd (Guerra ao Terror)
Robert Richardson (Bastardos inglórios)
Christian berger (A Fita Branca)
Categoria técnica.
 
Melhor Figurino
Janet Patterson (O Brilho de uma Estrela)
Catherine Leterrier (Coco Antes de Chanel)
Monique Prudhomme (O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus)
Colleen Atwood (Nine)
Sandy Powell (The Young Victoria)
Puro Chute, não assisti nenhum indicado.
 
Melhor edição
Stephen Rivkin, John Refoua e James Cameron (Avatar)
Julian Clarke (Distrito 9)
Bob Murawski e Chris Innis (Guerra ao Terror)
Sally Menke (Bastardos Inglórios)
Joe Klotz (Preciosa)
Categoria Técnica.
 
Melhor Maquiagem
Aldo Signoretti e Vittorio Sodano (Il Divo)
Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow (Star Trek)
Jon Henry Gordon e Jenny Shircore (The Young Victoria)
Torço por Star Trek.
 
Melhor Trilha Original
James Horner (Avatar)
Alexandre Desplat (O Fantástico Sr. Raposo)
Marco Beltrami e Buck Sanders (Guerra ao Terror)
Hans Zimmer (Sherlock Holmes)
Michael Giacchino (Up – Altas Aventuras)
Categoria Técnica.
 
Melhor Canção Original
Almost There, de A Princesa e o Sapo (Música e Letra de Randy Newman
Down in New Orleans, de A Princesa e o Sapo (Música e Letra de Randy Newman
Loin de Paname, de Paris 36 (Música de Reinhardt Wagner; Letra de Frank Thomas)
Take It All, de Nine (Música e Letra de Maury Yeston)
The Weary Kind (Theme from Crazy Heart), de Louco Amor (Música e Letra de Ryan Bingham e T-Bone Burnett)
Sem condições de opinar nesse momento.
 
Melhor Edição de Som
Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle (Avatar)
Paul N.J. Ottosson (Guerra ao Terror)
Wylie Stateman (Bastardos Inglórios)
Mark Stoeckinger e Alan Rankin (Star Trek)
Michael Silvers and Tom Myers (Up – Altas Aventuras)
Categoria Técnica.
 
Melhor Mixagem de Som
Christopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson (Avatar)
Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett (Guerra ao Terror)
Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano (Bastardos Inglórios)
Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin (Star Trek)
Greg P. Russell, Gary Summers e Geoffrey Patterson (Transformers: A Vingança dos Derrotados)
Categoria Técnica
 
Melhores Efeitos Visuais
Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones (Avatar)
Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken (Distrito 9)
Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton (Star Trek)
Maior barbada desse ano.
 
Melhor Filme Estrangeiro
Ajami (Israel)
El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
A Teta Assustada (Peru)
O Profeta (France)
A Fita Branca (Alemanha)
Preciso assisti-los, mas apostaria na zebra Peruana.
 

Melhor curta de animação
French Roast, de Fabrice O. Joubert
Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty, de Nicky Phelan e Darragh O’Connell
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte), de Javier Recio Gracia
Logorama, de Nicolas Schmerkin
A Matter of Loaf and Death, de Nick Park
Sem condições de opinar.
 
Melhor Curta-metragem de Ficção
The Door, de Juanita Wilson e James Flynn
Instead of Abracadabra, de Patrik Eklund e Mathias Fjellström
Kavi, de Gregg Helvey
Miracle Fish, de Luke Doolan e Drew Bailey
The New Tenants, de Joachim Back e Tivi Magnusson
Sem condições de opinar.
 
Melhor Documentário
Burma VJ, de Anders Østergaard and Lise Lense-Møller
The Cove
Food, Inc., de Robert Kenner and Elise Pearlstein
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers, de Judith Ehrlich and Rick Goldsmith
Which Way Home, de Rebecca Cammisa
Sem condições de opinar.
 
Melhor Documentário de Curta-metragem
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province, de Jon Alpert e Matthew O’Neill
The Last Campaign of Governor Booth Gardner, de Daniel Junge e Henry Ansbacher
The Last Truck: Closing of a GM Plant, de Steven Bognar e Julia Reichert
Music by Prudence, de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
Rabbit à la Berlin, de Bartek Konopka e Anna Wydr
Sem condições de opinar.



Escrito por Escrito por Wendell às 00h26
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Sherlock Holmes

Demorou para o famoso detetive londrino  criado por Arthur Conan Doyle ter um grande filme a seu respeito, Guy Ritchie fez uma pequena reinvenção do personagem e seu mundo, agora temos um Sherlock mais atlético, porém não menos genial e astuto em suas conclusões, dessa forma a mesma novidade chegou ao seu fiel companheiro Watson, interpretado por Jude Law, ambos ficaram mais atuais, você não vera no cinema Sherlock soltar a célebre “Elementar meu caro Watson”. Robert Downey Jr. Depois de quase ter morrido devido ao abuso no uso de drogas e álcool, teve sua carreira ressuscitada pelo excelente Homem de Ferro, e agora parece se divertir no papel do detetive, e é sempre bom ter um ator talentoso como Downey de volta aos holofotes.

 

Vivendo numa Londres no inicio do século XX, a direção de arte capricha na criação de época, ainda completam o elenco a bela e sempre competente Rachel McAdams e Mark Strong, fazendo o papel do vilão Lorde Blackwood, que, aliás, é o único elo fraco do filme, já que as aspirações e métodos do vilão são muito aquém das habilidades de Holmes. O que nos resta agora é esperar pela sequência, que segundo alguns rumores, já começara a ser filmada esse ano e lançada em 2011 e vermos o maior oponente de Holmes em ação, o professor Moriarty apelidado pelo próprio Sherlock como “Napoleão do Crime”.

Cotação: 8.5

 

Amor sem Escalas

Filme estreou na sexta feira passada nos cinemas brasileiros e foi divulgado pelos meios de comunicação como uma comédia romântica, algo totalmente absurdo, já que o filme jamais se encaixa nessa descrição, Amor sem Escalas é na verdade um drama, sobre relacionamentos, sobre a vida e seus diferentes momentos e rumos, jamais uma comédia com pitadas de romance. George Clooney vive um cara com um trabalho difícil, trabalha em uma consultoria especializada em fazer o trabalho sujo de algumas empresas, ou seja, demitir funcionários em época de crise, em função disso ele passa 90% do ano em viagens pelo país visitando clientes, até que a empresa decide se modernizar e fazer tais demissões on line e para isso contrata a novata Natalie (Anna Kendrick).

 

O estilo de vida do personagem de Clooney é totalmente impessoal, em função de sua rotina, ele só tem amigos passageiros, tudo dura no máximo o tempo de estadia que ele terá em cada cidade, até que seu envolvimento com Alex (Vera Farmiga) ganha uma intensidade que ele jamais provou em sua vida.

 

O melhor do filme fica por conta de seu final, sem se submeter aos clichês de Hollywood o diretor Jason Reitman cria um final corajoso e muito mais verossímil com aquilo que acompanhamos durante toda a projeção, essa ousadia aliada à atuação sensacional de Clooney, fazem de Amor sem Escalas um filme normal tornar-se algo muito mais interessante do que aparenta ser.

Cotação: 8.0

 

Zombilândia

Insano do inicio ao fim, de primeira ao pensar em uma comédia sobre zumbis, tendo um estreante na direção e um novato dividindo a tela com Woody Harrelson poderia soar como algo totalmente desinteressante, coisa que Zumbilândia com certeza não é.

 

A história é aquela manjada, que por algum motivo toda a população se tornou zumbis e por algum motivo restou uma meia dúzia de humanos normais no planeta, conhecemos primeiro Columbus (Jesse Eisenberg) um adolescente que sobreviveu ao ataque dos zumbis e permanece vivo graças ao seu livro de regra da sobrevivência, e tais regras são claramente uma provocação as situações idiotas em que as pessoas sempre se colocam nesses tipos de filmes. Porém tudo começa a ficar ainda mais interessante quando Columbus encontra Tallahassee(Woody Harrelson) mais um sobrevivente e que passa ser a companhia do garoto, até encontrarem as garotas Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin).

 

Ainda temos a surpresa com a ponta rápida, porém memorável de Bill Murray, dessa forma Zumbilândia se torna uma comédia de terror altamente eficiente em seu gênero e mais do que recomendada.

Cotação: 8.5

 



Escrito por Escrito por Wendell às 00h34
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TRAILERS

 

Homem de Ferro 2

Interessante o trailer, Tony Stark assumido como o Homem de Ferro, aliás estou curioso pra ver como o roteiro irá lidar com isso. Como vilão Mickey Rourke está bem como o Chicote Negro, ainda teremos a presença da vilã Viúva Negra, já Stark terá a ajuda de Jim Rhodes com a Máquina de Combate, é esperar pra ver.

Cotação: 9.0

 

 

 

The Karate Kid

Com Jackie Chan no lugar do Senhor Miyagi e Jaden Smith (filho de Will Smith, o garotinho de “A Procura da Felicidade”) no lugar de Daniel Sam, o trailer é bom, a história acorre na China e veremos se faz jus aos seus antecessores.

Cotação: 6.0

 

Shrek para Sempre – O Capitulo Final

Dessa vez alguma maldição cai sobre “Far Far Away” e Shrek tem de descobrir o que ocorreu, confesso que o trailer é fraco, não é engraçado, mas Shrek Terceiro apesar de ruim, foi sucesso, então espero que realmente esse seja o capitulo final.

Cotação: 4.0

 

 

Robin Hood

Com Russel Crowe como o “ladrão dos pobres” e com Ridley Scott na direção, o que se espera é que seja o primeiro filme a tratar essa figura como realmente deve, já que todos anteriores foram cômicos demais.

Cotação: 7.0



Escrito por Escrito por Wendell às 21h36
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FILMES VISTOS E/OU REVISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

Sindicato de Ladrões (EUA 1954) – Filme sensacional com uma atuação brilhante de Marlon Brando, como membro de um sindicato portuário cheio de corruptos e assassinos. Também vale ressaltar a ótima atuação de Karl Malden como o sensato e corajoso Padre Barry.

Cotação: 10

 

Golpe de Mestre (EUA 1973) – Impossível não fazer a comparação, pelo menos física entre o Robert Redford deste filme e Brad Pitt em “Onze Homens e um Segredo”, aliás muito da trama de 11 Homens veio de Golpe de Mestre, a comparação também serve para Paul Newman e George Clooney e Robert Shaw com Andy Garcia, a química entre esses 2 trios é muito parecida em ambos os filmes. Golpe de Mestre é inteligente e divertido.

Cotação: 9.0

 

O Indomado (EUA 1963) – Uma atuação forte de Paul Newman e Melvyn Douglas, aliás, o filme vive graça a seu astro principal, porque a rebeldia quase sem causa do personagem de Newman e o drama familiar que vive não são assim tão interessantes.

Cotação: 6.5

 

Felini 8 e ½ (Itália 1963) – Interessante busca de um diretor de cinema (Marcello Mastroiani) por um novo sucesso e sua crise de inspiração. É um filme que pede paciência para que possa ser entendido.

Cotação: 8.0

 

O Sequestro do Trem 123 (EUA 2009) – John Travolta e Denzel Washington tem boa química quanto contracenam juntos, o filme também tem bons momentos, porém o roteiro quase coloca tudo a perder com dois momentos difíceis de engolir, o tiro acidental do atirador de elite e os acidentes sofridos pelo carro transportador do dinheiro, sem esses dois momentos seria um ótimo filme, com eles a cotação baixa para apenas bom.

Cotação: 6.5

 

Wall-E (2008) – Pra mim a melhor animação já feita até hoje, tanto nos quesitos técnicos como qualidade da animação, como também na qualidade de seu roteiro, faz referencia a clássicos do passado (2001 – Uma Odisséia ...), traz um protagonista que exala mais sentimentos do que 90% dos atores de carne e osso, enfim, sensacional.

Cotação: 10



Escrito por Escrito por Wendell às 19h49
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LULA - O FILHO DO BRASIL

 

No primeiro dia de 2010 temos nos cinemas nacionais a estréia do filme, biografia do atual presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, aliás, que saudade de quando as estréias de Ano Novo eram as seqüências de O Senhor dos Anéis, mas divago, orçado em 16 milhões de reais contando com gastos de produção e de marketing, a obra tem como objetivo deixar o povo brasileiro mais informado sobre as dificuldades que nosso atual presidente teve em sua infância.

 

A história começa com o nascimento de Lula no sertão pernambucano até o momento em que se torna líder sindicalista, a biografia, baseado no livro de mesmo nome de autoria de Denise Paraná, não chega a contar a trajetória política do presidente, da qual conhecemos muito bem. Lindu (Gloria) dá a luz ao pequeno Luis Inácio em 1945, logo após seu marido Aristides (Cortaz), lhe deixar para seguir com destino a São Paulo, no inicio o filme tem apenas a função de mostrar a origem humilde e difícil de Lula, até quando toda a família vem para São Paulo, mas precisamente para porto de Santos, onde o pai alcoólatra de Lula trabalhava.

 

Dirigido por Fabio Barreto, o mesmo de O Quatrilho, falho filme nacional, mas primeiro a ser indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, tenta a qualquer custo copiar o estilo de 2 Filhos de Francisco, uma das maiores bilheterias do cinema nacional, porém tanto diretor como os roteiristas (Daniel Tendler, Denise Paraná e Fernando Bonassi) parecem não entender que somente a história de Lula já seria interessante por si só, e exageram na dramatização da história afim de torná-la mais cinematograficamente interessante, não que esse truque seja sempre desonesto, Michael Mann realiza tal efeito muito bem na biografia de Jeff Wigand no excelente “O Informante”, já em “Lula – O Filho do Brasil” tudo foi feito de maneira caricata demais deixando diversos momentos com uma verossimilhança difícil de engolir, vide os momentos em que Lula perde o dedo no torno ou praticamente todas as frases feitas diferidas por sua mãe, que por sinal são muitas e todas parecem ter vindo de um livro de auto-ajuda.

 

Já a direção de arte e figurino fazem uma boa recriação de época, bom trabalho que infelizmente não é copiado pela maquiagem, que faz um péssimo trabalho de envelhecimento em Glória Pires, passados 35 anos praticamente só seu cabelo muda, o mesmo ocorre com a direção burocrática de Barreto, temos pelo menos dois ou três flashbacks totalmente descabidos, principalmente aquele que ocorre no enterro da mãe de Lula, mostrando uma espécie de melhores momentos de Dona Lindu.

 

Com relação ao elenco, o novato Rui Ricardo Diaz é quem realiza o melhor trabalho, copiando de maneira eficiente a expressão corporal do presidente durante seus discursos e a maneira que o mesmo se inflama quando percebe que está agradando, assim como o modo particular de falar de Lula, já o sempre competente Milhen Cortaz como pai de Lula, Glória Pires como a Mãe, Cléo Pires como Lurdes (primeira esposa do presidente) e Juliana Barone como Marisa, todos com uma atuação bastante caricata e pouco inspirada.

 

Aliás, caricatura é melhor forma de definir toda a produção, uma “quase” propaganda eleitoral, Lula é o sindicalista perfeito, que só pensa no bem estar da classe trabalhadora, num certo momento onde sindicalistas se comportam como vândalos membros de alguma torcida organizada de futebol, somente os irmãos Lula e Ziza (Vidal) que são a voz da razão no meio de centenas deles.

 

Dessa forma, Lula O Filho do Brasil, está longe de ser uma biografia definitiva sobre nosso atual presidente e mais longe ainda de ser considerada uma fonte segura de informações sobre o tal período da vida de Lula, é somente um filme que busca no sucesso e aprovação popular de nosso presidente um meio de fazer dinheiro, nada mais que isso.

 

Cotação: 4.0

 

Elenco Principal: Rui Ricardo Diaz (Lula - 18 aos 35 anos), Glória Pires (D. Lindu), Cleo Pires (Lurdes), Milhem Cortaz (Aristides), Juliana Baroni (Marisa Letícia), Lucélia Santos (Professora), Antônio Pitanga (Sr. Cristóvão), Celso Frateschi (Sr. Álvaro), Marcos Cesana (Cláudio Feitosa), Sóstenes Vidal (Ziza), Felipe Falanga (Lula - 7 anos), Guilherme Tortolio (Lula - 15 anos)



Escrito por Escrito por Wendell às 23h53
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Como poderão ver alguns filmes na verdade foram lançados em 2008, porém bem no final do ano, fazendo com que tenham sido vistos no inicio de 2009, principalmente na lista dos piores, caso de Crepúsculo e Zohan, por exemplo, nesses casos foram considerados com filmes de 2009.

 

Dito isso, fiquei bastante satisfeito com o ano de 2009, cinematograficamente falando, embora bastante decepcionado com o público em geral, basta dizer que a maior bilheteria do ano nos EUA foi Transformers 2 e no Brasil foi Lua Nova, ambos péssimos. Porém tivemos como momentos inesquecíveis, os minutos iniciais de UP, a violência de Bastardos Inglórios, as atuações magistrais de Jonnhy Depp (Inimigos Públicos) e Nicolas Cage (Vicio Frenético), a surpreendente tecnologia de Avatar, Meryl Streep e Philip Seymour excepcionais em Dúvida, a comédia insana de Se Beber não case! e por fim, mas não menos importante, o ressurgimento de Michey Rourke em O Lutador. Todos os momentos que fizeram a ida ao cinema, mais do que recompensada.

 

Em contrapartida, também tivemos coisas terríveis nos cinemas, não consigo achar outra palavra a não ser constrangimento para definir Zohan, o pior de Adam Sandler, isso já concorrendo com outros filmes péssimos de sua filmografia como Little Nicky e a Herança de Mr. Deeds. Pela primeira vez tivemos um original e sua continuação na lista dos piores, já que é difícil decidir qual é pior, Crepúsculo ou Lua Nova?. No cinema nacional, também fizeram feio, Mulher Invisível e Se eu fosse Você 2 são fraquíssimos e olha que Divã tinha todos os requisitos para estar entre os piores mas não consegui assisti-lo. E Transformers 2 deve ter sido o maior orçamento do ano em prol de um filme tão ruim.

 

Segue a lista.

 

Melhores

 

1 - Dúvida

2 - Guerra ao Terror

3 - O lutador

4 - Watchmen

5 - Inimigos Públicos

6 - Bastardos Inglórios

7 - Up - Altas Aventuras

8 - Se Beber não Case!

9 - Quem quer ser um Milionário

10 - Avatar

 

Os filmes abaixo também merecem destaque por terem sido boas produções também, porém que não entraram no top 10.

 

Che, O Argentino e a Guerrilha

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Exterminador do Futuro – A Salvação

Fiel – o filme

Distrito 9
O Curioso Caso de Benjamin Button

Presságio

Vicio Frenético

Star Trek

 

Piores

1 - Zohan – O Agente bom de Corte

2 - Se eu fosse você 2

3 - Transformers 2 - a vingança dos derrotados

4 - Lua Nova

5 - Crepúsculo

6 - Noivas em Guerra

7 - A Mulher Invisível

8 - Monstros vs Alienígenas

9 - Anjos da Noite 3

10 - Arraste-me para o Inferno



Escrito por Escrito por Wendell às 13h31
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AVATAR

 

 

Após o estrondoso sucesso de Titanic em 1998, James Cameron praticamente entrou em reclusão, não dirigiu nenhum filme nesse período e deixou o fato de seu último filme ter se tornado a maior bilheteria de todos os tempos como uma forma de colocá-lo num pedestal entre os diretores de Hollywood. Porém também sabe-se que nos últimos anos Cameron, junto a Weta digital de Peter Jackson e a Panasonic, estava desenvolvendo uma tecnologia superior de motion capture para poder realizar seu próximo projeto, chamado de Avatar, o resultado que ele encontra é tecnologicamente impressionante, somente com o pesar de que o roteiro claramente não teve o mesmo período de atenção e desenvolvimento e praticamente copia diversos outros projetos.

 

A história na verdade é bem simples, os americanos descobriram que no solo do planeta Pandora, existe uma quantidade enorme de um metal muito valioso na terra e formam uma expedição para fazer a extração do mesmo, porém encontram uma raça local chamada Na’vi que são serem azuis de quase 3 metros de altura que tem uma ligação muito intima com seu planeta e não estão dispostos a deixar o local ser destruído. Dessa forma os americanos criam um programa de avatares, cientistas colocam sua consciência em um corpo Na’vi para tentarem negociar a retirada da espécie de seu próprio planeta e em último caso se infiltrarem para passar informações aos militares para que saibam exatamente onde atacar no momento que a diplomacia acabar.

 

Os efeitos visuais do filme têm de ser analisados com um caso a parte tamanho a complexidade que mostram, Cameron faz questão de colocar vários detalhes em cena para mostrar o quão importante foi o desenvolvimento de uma nova tecnologia para captura de movimentos, os Na’vi se movem com extrema realidade e quando temos closes de seus rostos vemos poros na pele, detalhes de seus olhares é tudo muito real, da mesma forma a criação de Pandora é magnífica, somente a idéia da floresta praticamente brilhar durante a noite é incrível, assim como os animais são interessantes da mesma forma. Algo bastante importante já que adiante os expectadores terão também que se preocupar com o destino desse lugar maravilhoso.

 

Já o roteiro não tem a mesma revolução dos efeitos visuais, embora seja muito interessante acompanhar todo o desenvolvimento da história, não há como negar que Cameron que também foi o roteirista não criou nada novo, apenas bebeu na fonte de vários filmes e as evidencias são claríssimas, a história de alguém de se “infiltrar” em uma nova raça/grupo e depois passar a fazer parte deles já foi vista em tons diferentes em Dança com Lobos, O Último dos Moicanos, Pocahontas e o Último Samurai, da mesma forma, o fato da consciência estar em outro corpo e em outro lugar e que pode-se desligar, é algo que vimos muito mais detalhado em Matrix.

 

Porém nem tudo é mais do mesmo, é bastante inteligente a forma que Cameron coloca os problemas do mundo real em sua ficção, o metal de Pandora é petróleo de hoje e a forma de os Na’vi literalmente fazerem parte de seu planeta e o preservarem é uma metáfora eficiente quanto a falta de preservação ambiental de hoje e o momento mais incrível é quando os militares americanos derrubam um grande símbolo do povo Na’vi; esperto, Cameron faz tudo muito parecido quando acompanhamos pela TV a queda das Torres Gêmeas, tudo intencional é claro.

 

Já a escolha do elenco se mostra bastante eficiente, Sam Worthington como o soldado  Jake Sully, paraplégico que encontra em seu avatar a solução para andar novamente, nos entrega uma performance bastante solida, mesmo debaixo se sua composição digital de Na’vi, o mesmo vale para Sigourney Weaver como Dra. Grace e para Zoe Saldana como a nativa Neytiri. Stephen Lang também se sai muito bem como o motivado coronel Quaritch.

 

Enfim Avatar é mais um passo importante na carreira incrivelmente regular de James Cameron, basta ver seus filmes anteriores, há uns melhores que outros, mas não existe nenhum ruim, e Avatar integra a lista dos melhores lançamentos do ano, porém  longe de ser tão revolucionário como todos o estão definindo, é uma tecnologia incrível contando uma boa mais repetitiva história.

 

Cotação = 8.0

 

 

Elenco: CCH Pounder, Peter Mensah, Lola Herrera, Matt Gerald, Sigourney Weaver, Wes Studi, Sam Worthington, Joel Moore , Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Laz Alonso, Michelle Rodriguez , Stephen Lang.

 



Escrito por Escrito por Wendell às 12h57
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FILMES VISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

 

Guerra ao Terror (EUA 2009): Filme sobre a guerra no Iraque, muito eficiente, o dilema dos soldados em praticamente não saber quem é civil quem é terrorista, os dramas psicológicos envolvidos no campo de batalha e as atuações incríveis fazem do filme um concorrente forte para o Oscar 2010. Apostaria na indicação de melhor filme, de ator para Jeremy Renner e direção para Kathryn Bigelow. Excelente.

Cotação: 9.5

 

Arraste-me para o Inferno (EUA 2009): Dirigido por Sam Raimi (Homem Aranha) é um terror que tão cartunesco se torna praticamente uma comédia, mesmo que tudo isso seja feito de maneira intencional por Raimi, ele perde a mão o filme afunda, muito fraco.

Cotação: 3.0

 

CHE – A Guerrilha (EUA 2008): Levemente inferior a CHE – O Argentino, mas apesar das falhas, já que continuam dando muito mais ênfase ao Che revolucionário ao Che assassino, é uma das melhores transposições ao cinema desse personagem.

Cotação: 7.5



Escrito por Escrito por Wendell às 12h55
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TRAILERS

Para assistir os trailers é preciso ter o quicktime instalado.

Toy Story 3 – Estréia nos EUA em 18 de Junho de 2010 – Brasil (sem confirmação)

Nessa terceira parte vemos o garoto Andy crescendo e se preparando para ir para a Universidade, em tal idade seus antigos brinquedos já não lhe interessa mais. Sendo assim Woody e companhia serão doados a uma “creche” e ao mesmo tempo que terão de lidar com o novo lar e novo brinquedos terão a missão de consertar Buzz Lightyear que sofreu alguns danos nas mãos das crianças.

O trailer é inteligente e como sempre mostra a preocupação da Pixar em contar uma história antes de somente realizar uma sequência sem propósito.

Cotação: 9.0

 

O Príncipe de Pérsia: As areias do tempo - Estréia nos EUA em 28 de Maio de 2010 – Brasil em 04 de Junho de 2010

Baseado no famoso game tem Jake Gyllenhaal como protagonista e uma um trailer interessante, com efeitos visuais bem feitos, porém com cenas de lutas que limpas (leia-se ausência de sangue) com o objetivo de deixar o filme no PG-13 para os fãs do game possam ir ao cinema sem maiores restrições. Confesso que somente com o trailer não consegui entender claramente a história como as tais areais controlam o tempo e podem destruir o mundo, mas é algo nesse sentido.

Cotação: 6.5

 

Green Zone – Estréia nos EUA em 12 de Março de 2010 – Brasil (sem confirmação)

Matt Damon novamente dirigido por Paul Greengrass (Supremacia e Ultimato Bourne), dessa vez como um soldado americano no Iraque com o objetivo de confirmar as armas de destruição de Saddan, porém durante suas investigações percebe que há muito mais em jogo.

Cotação: 9.0

 

Date Night – Estréia nos EUA em 9 de Abril de 2010 - Brasil (sem confirmação)

Steven Carrel (O Virgem de 40 anos) e Tina Fey (da série 30 Rock) com direção de Shawn Levy (Uma Noite no Museu), mostram um casal normal que planejam uma noite diferente em uma concorrida boate, sem terem as reservas utilizam os nomes de outro casal e passam a sem perseguidos por mafiosos. O elenco ainda tem diversos outros famosos como Mark Ruffalo, Mark Wahlberg e James Franco. As cenas do trailer já rendem momentos engraçados.

Cotação: 7.0

 



Escrito por Escrito por Wendell às 12h49
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A SAGA CREPÚSCULO - LUA NOVA

 

 

“Felizmente todos os envolvidos no filme anterior, o péssimo Crepúsculo, aprenderam com seus erros e com essa continuação realizaram um filme com roteiro mais coeso, uma direção inovadora e com belas interpretações, enfim, uma excelente produção”. Juro aos fãs da saga que adoraria começar meu texto da maneira que escrevi aqui, mas não passou de um delírio, nada aconteceu dessa forma, infelizmente, Lua Nova, consegue a proeza de ser ainda pior que seu antecessor, a continuação repete todos seus erros e não consegue fazer nada de novo. Dessa forma, já peço aos fãs fanáticos da saga que não agüentam nenhum comentário negativo a respeito dela, mesmo com muito embasamento, ao contrário dos elogios que recebe, que já parem sua leitura aqui, só prossigam aqueles que queiram saber o porquê do filme ter um roteiro fraco, uma direção burocrática e atuações terríveis e que a única coisa que torna o filme no máximo assistível são os melhores efeitos visuais e os interessantes vampiros europeus.

 

Nesse novo episódio da saga escrita por Sthephenie Meyer, acompanhamos Bella (Stewart) e Edward (Pattinson) já como um casal formado, com a garota começando a fazer parte da família do vampiro até que um acidente faz o rapaz temer pela segurança da moça e decide deixar a cidade com toda sua família, o que faz com que Bella caia em depressão e passe extinguir qualquer convívio social com seus amigos de outrora. Até que a garota volta a dar mais atenção para seu amigo Jacob (Lautner) que depois passamos a saber que assim como Edward também não é uma pessoa comum, ao invés de vampiro, ele é um lobisomen.

 

Nesse momento passamos pelo menos a ter uma noção do porquê desse furor mundial de garotinhas na puberdade com relação a saga, qual menina totalmente normal, assim como Bella, não gostaria de ser disputada por dois rapazes fortes, com dons sobrenaturais e que prometessem amá-la para sempre. O que é engraçado é que as maioria dos fãs da saga que devoraram os livros em questão de dias e que devem ter assistido os filmes por dezenas de vezes, não conseguiram perceber ou não querem perceber a metáfora por traz da mensagem de Meyer, como Mórmon praticante nos EUA, sua história não gira em torno de abstinência ao sangue, isso obviamente é uma metáfora com relação à abstinência sexual dos adolescentes, que só deve ser consumado depois do casamento, e as referencia estão por todo o filme, Edward fica longe de Bella para fugir da tentação de “morde-la”, precisa pedi-la em casamento para depois “transformá-la” e a mensagem mais clara de todas, o avião que levou Bella e a irmã de Edward, Alice (Greene) para a Itália era da companhia aérea “Virgin America”.

 

Não contente com a mensagem subliminar, Meyer e o diretor Chris Weitz ainda fazem questão de colocar a tentação diante das moças o tempo todo, já que é extremamente engraçado as cenas dos musculosos Lobos, que aparecem o tempo todo sem camisa, mesmo no frio e com chuva, com a justificativa que seus corpos são mais quentes. Aproveitando a menção do diretor Chris Weits, o mesmo se mostra tão burocrático e sem inovação como foi Catherine Hardwicke no longa original, tudo bem que até entendo que ele queira deixar tudo mastigado para as fãs poderem apenas admirar Jacob e Edward, mas os momentos auto explicativos da direção de Weitz são constrangedores, como no momento em que Bella passa a noite deitada na floresta e o diretor realiza um plano plongé com movimento circulares afim de mostrar a confusão na cabeça da moça, ou no didático momento em que Bella se encontra em seu quarto o diretor utiliza de travellings, novamente circulares para mostrar a passagem do tempo através das estações do ano que podemos conferir do lado de fora da casa, porém sem nenhuma confiança na inteligência do público alvo de seu filme, ele acresce a informação dos meses do ano na tela.

 

E o que podemos dizer do elenco principal do filme, há muito tempo que não vejo um ator tão inexpressivo como Pattinson, em todos seus momentos ele aparece cabisbaixo e falando com o olhar no horizonte com a intenção de mostrar a angústia sentida pela sua personagem, já Kristen Stewart é vazia, sem vida, assim como sua personagem, já que Bella, não tem opinião própria, ou melhor, não tem vida própria, é fraca e indecisa, enquanto Taylor Lautner serve apenas para ficar exibindo o corpo malhado já que suas melhores aparições são quando está transformado em lobo.

 

Falando nos lobos, pelo menos são uma entre as pouquíssimas coisas a serem elogiadas, já que seus momentos são os melhores do filme, assim como os vampiros europeus, os Volturis, apesar da rápida aparição são definitivamente mais interessantes que os Cullens, mesmo com o momento vampiros mutantes (X-Men?) onde alguns têm poderes/dons diferente de outros.

 

Até esse momento do texto já foram mais de 800 palavras na tentativa de dar o máximo de embasamento possível para as explicações sobre o porquê de o filme ser tão ruim, mal dirigido, com atuações que beiram o amadorismo assim como também entender o motivo de tanta adoração sobre uma das mais fracas e superficiais histórias de vampiros transpostas para o cinema.

 

Cotação: 2.0

 

 

Elenco: Taylor Lautner (Jacob Black), Cameron Bright (Alec), Peter Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Anna Kendrick (Jessica), Kellan Lutz (Emmett Cullen), Ashley Greene (Alice Cullen), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Michael Sheen (Aro), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Robert Pattinson (Edward Cullen), Rachelle Lefevre (Victoria), Nikki Reed (Rosalie Hale), Bronson Pelletier (Jared), Tyson Houseman (Quil), Edi Gathegi (Laurent), Kristen Stewart (Bella Swan), Chaske Spencer (Sam), Alex Meraz, Kiowa Gordon (Embry), Graham Greene (Harry Clearwater), Billy Burke (Charlie Swan), Jamie Campbell Bower (Caius), Dakota Fanning (Jane)

 



Escrito por Escrito por Wendell às 13h10
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2012

 

 

Um filme fraco, porém com momentos interessantes, mais uma vez o diretor Roland Emmerich, o senhor das catástrofes, ele já foi responsável por Independence Day, Godzilla e O Dia Depois de Amanhã, dessa vez tenta destruir toda a humanidade se baseando no fim do calendário Maia que ocorre em dezembro de 2012.

Obviamente Emmerich não é diretor de atores e nem roteirista, já que com exceção da atuação engraçada de Woody Harrelson, nenhuma outra tem destaque, com relação ao texto ele mostra os russos do jeito mais estereotipado possível e coloca um momento constrangedor com Danny Glover (como Presidente dos EUA) fazendo um discurso para o mundo dizendo que é a terra é um planeta de muitas religiões, mas o que dirá irá ser entendido por todas, para deferir logo depois “O senhor é meu pastor e nada ...” INACREDITÁVEL.

Mas o foco do filme é mostrar os detalhes da destruição global e isso o diretor faz com maestria, acompanhamos tsunames gigantescos, erupções vulcânicas e prédios caindo como se fossem dominós, até vemos o Cristo Redentor vindo abaixo com uma narração em português que parece que foi feita por Galvão Buenos, (rsrs).

Cotação: 5.5



Escrito por Escrito por Wendell às 13h08
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FILMES VISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

Vistos em DVD e/ou TV

Bigger Stronger Faster (EUA 208): Ótimo documentário dirigido por Chris Bell, mostrando de maneira interessante o uso e abuso dos esteróides nos EUA, inclusive por esportistas famosos. E se tornou ainda mais trágico já que depois de alguns meses do lançamento do documentário, o irmão do diretor, Mike Bell, que também foi um dos protagonistas do projeto e usuário de esteróides e outros tipos de drogas, morreu por causas não determinadas, sua história trágica terminou a maneira que infelizmente seu pai previu durante entrevista no documentário.

Cotação: 8.5

 

Monstros VS Alienígenas (EUA 2009): Animação da dreamworks, que foi criada para competir com a Pixar, algo que até consegue no plano financeiro, porém na qualidade, estão anos luz, o longa tem referências terríveis a ET, Contatos Imediatos de Terceiro Grau e Uma Verdade Inconveniente, talvez os roteiristas quisessem ter mostrado que estavam antenados com o universo fora da animação, até na questão técnica a animação deixa a desejar, fraquíssima e sem graça.

Cotação: 2.0

 

Uma Noite no Museu 2 (EUA 2009): Confesso que assisti ao filme com a expectativa mais baixa possível, pois imaginava algo péssimo, e na verdade não é, não que seja algo excepcional, mas a baixa expectativa ajudou o filme e o tornou regular e em alguns momentos interessante e divertido.

Cotação: 6.5

 

Violência Gratuita (EUA 2007): Michael Haneke (diretor Alemão) refilmando para o mercado norteamericano seu próprio filme de 1997, sobre 2 jovens que escandalizam uma família com seus joguinhos de violência física e psíquica, além do fato do diretor mostrar de maneira interessante que a história é conduzida por ele e que o gosto e/ou vontade do expectador não importa.

Cotação: 7.0

 

Visto do Cinema

Verdade Nua e Crua (EUA 2009): Gerard Butler totalmente a vontade como o galã machista e conquistador, aliás o filme é machista até seu último quadro, basta ver que a personagem de Katherine Heigl precisa estar “intocada” por seu namorado para que ainda se torne digna do conquistador Butler. E é impossível fugir da comparação do orgasmo da moça em um restaurante em função de uma calcinha vibratória, com aquela antológica protagonizada por Meg Ryan em “Harry e Sally” de maneira muito mais eficaz. Mas também é preciso reconhecer que o filme diverte e se torna um passatempo não mais que interessante.

Cotação: 6.0

 

Visto do PC.

Distrito 9 (EUA 2009): Dirigido pelo sul africano Neil Blomkamp e produzido por Peter Jackson (o diretor de O Senhor dos Anéis), o filme se torna interessante pelo fato de ser uma ficção científica com os pés na realidade, louvável a capacidade do filme em usar os “ET’s” para mostrar o tratamento as minorias e criticas o Apartheid. Excelente filme.

Cotação: 8.5



Escrito por Escrito por Wendell às 00h05
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FILMES VISTOS NOS ÚLTIMOS DIAS

A Dúvida (EUA 2008): Filme sensacional, fala sobre um suposto caso de pedófila nos EUA nos anos 60, e como o título, a dúvida sobre o que aconteceu permanece até o final, ou melhor ainda, fica a critério de cada expectador julgar o que de fato ocorreu, com atuações memoráveis dos sempre ótimos Philip Seymour Hoffman e Merryl Streep, o filme também conta com uma atuação excelente da bela Amy Adams, que após conferir esse filme digo que ela merecia o Oscar de atriz coadjuvante do qual perdeu para Penélope Cruz, ou ainda além, A Dúvida é melhor que o ganhador do Oscar “Quem quer ser um Milionário”.

Cotação: 9.5

 

A Mulher Invisível (Brasil 2009): Filme fraquíssimo, com um roteiro cheio de furos e o pior tudo sem a mínima graça, tirando as curvas de Luana Piovani, não há nada mais a conferir no filme, atuação totalmente caricata de todos os personagens, e pessimamente dirigido e escrito por Claudio Torres (sim, ele é irmão de Fernanda Torres e obviamente filho de Fernanda Montenegro), o que soa mais decepcionante, já que também escreveu “O Redentor” que é muito bom, enfim, um péssimo filme que já seria fraco como um especial de fim de ano da TV Globo.

Cotação: 2.0



Escrito por Escrito por Wendell às 01h00
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BASTARDOS INGLÓRIOS

 

Atualmente no cinema temos poucos diretores que são mais famosos que seus filmes, e Quantin Tarantino é com certeza um deles, desde sua estréia no violento “Cães de Aluguel” de 1992 que o cineasta passou a despertar interesse em Hollywood, porém foi em 1994 com o sensacional “Pulp Fiction” que ele finalmente entrou para o hall dos grandes e admirados diretores. Desde então cada projeto anunciado pelo diretor gera grande expectativa, e os trailers de Bastardos Inglórios já anunciavam mais um projeto insano do diretor.

 

Diferente do que vimos nos trailers, à história não gira em torno somente dos Bastados do titulo, que são na verdade soldados judeus (mais um alemão desertor) que vão a França que no momento já está ocupada pelos nazistas, com a missão de fazer somente uma coisa e uma coisa somente como bem define o líder dos bastardos Aldo Raine (Pitt), matar nazistas e com o requinte de crueldade de, além disso, levar o escalpo dos mesmos como troféu. Mas como dizia, além dos Bastardos o filme também gira em torno da vingança de Shosanna (Laurent) que já teve um passado de crueldade mas mãos dos nazistas e nesse turbilhão  ainda somos apresentados ao Coronel Landa (Waltz) que por eficiência em sua função ganha o apelido de “Caçador de Judeus”.

 

Por se tratar de um filme de Tarantino, obviamente não temos uma história comum sobre algum acontecimento da segunda guerra se baseando em fatos reais, tudo em “Bastardos Inglórios” é caricato, vide as personagens impagáveis de Adolf Hitler e Goebbels que não tem nenhuma relação com o que foram na realidade. Já os elementos que facilmente identificam um filme do diretor, estão lá presentes, a apresentação inicial homenageando os filmes antigos, o fetiche do diretor por pés de mulheres, a divisão do filme feito em capítulos, assim que o fez em Kill Bill e é claro a violência insana e os diálogos memoráveis.

 

Na divisão por capítulos feita por Tarantino, temos no Capitulo 1 a apresentação do Coronel Landa em dos melhores momentos do longa, com uma habilidade impar para sentir a mentira em seus “entrevistados” o Coronel faz um embate psicológico sensacional com o fazendeiro LaPadite (Menochet), no Capitulo 2 temos a apresentação dos Bastardos e nesse momento já temos doses da violência explicita do filme, no capitulo 3, temos Shosanna arquitetando sua vingança contra os nazistas por terem matado sua família quando ainda era uma garotinha e por fim os capítulos 4 e 5 onde vemos a ação ocorrer.

 

A grande virtude e defeitos de Bastardos Inglórios residem em seus personagens, se o Coronel Landa que por sinal é magnificamente interpretado por Waltz, se mostra extremamente inteligente e articulado, peca por seu destino baseado em sua uma inocência que não combina com o que foi apresentado até o momento, já Brad Pitt se diverte no papel de Aldo Raine e com um sotaque hilário (principalmente quando se “disfarça” de italiano) mostra competência em toda projeção, uma grata surpresa foi à presença do ator/diretor Eli Roth (como diretor foi responsável pelos repulsivos O Albergue I e II) que se como diretor é de um mau gosto gigante, como ator, se sai consideravelmente bem, já a francesa Mélanie Laurent fica como a parte negativa, com uma atuação sem brilho, sem inspiração, em nenhum momento consegue passar o sentimento de revolta e dor de sua personagem.

 

Enfim, Bastardos Inglórios é mais um delírio de um diretor que embora passe dos limites em seus devaneios atrás das câmeras é sem dúvida alguma talentoso e hábil em criar histórias interessantes que jamais perdem o ritmo durante a projeção.

 

Cotação: 9.0

 

Elenco Principal: Brad Pitt; Mélanie Laurent; Eli Roth; Christoph Waltz; Michael Fassbender; Diane Krueger; Daniel Brühl; Til Schweiger; Denis Menochet; Omar Doom; Gedeon Burkhard; Jacky Ido; B.J. Novak; August Diehl; Sylvester Groth; Martin Wuttke

 



Escrito por Escrito por Wendell às 00h46
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