Filmes vistos em DVD nos últimos dias.
Jumper: Quando o filme estreou no cinema eu já pressentia que não era um bom filme e preferi aguardar a chegada do DVD para conferi-lo, e a previsão se concretizou, o filme não tem ritmo, Hayden Christensen não tem o menor carisma, o roteiro é ruim, salva-se somente algumas paisagens para os locais do qual ele consegue se teletransportar.
COTAÇÃO: 4.0
Awake – A vida por um fio: O filme tem uma premissa interessante, o conceito de algumas pessoas ficarem lúcidas durante uma anestesia geral, porém não conseguir se manifestar fisicamente é bastante original, que pena que depois de um começo promissor o filme vá ladeira abaixo, com reviravoltas totalmente previsíveis, mas que o filme acredita ser surpreendente.
COTAÇÃO: 6.0
Escrito por Escrito por Wendell às 13h33
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Filmes vistos nos últimos dias
10.000 A.C: Com exceção dos ótimos efeitos visuais dos animais, não há nada mais que se salve nesse filme, a história é quase um plágio do Apocalipto de Mel Gibson. Fora o elenco do filme que é fraquíssimo. COTAÇÃO 5.0
Meu Nome não é Johnny: O filme teve alguns comentários positivos no momento de seu lançamento do cinema e uma ótima bilheteria, praticamente igual a de Tropa de Elite, porém o sucesso não se justiça depois de conferido o filme, o roteiro é indeciso, quando dramático é superficial e pouco inspirado quando parte para a comicidade não tem a menor graça. Nem mesmo Selton Mello escapou, sua interpretação é rasa e sem inspiração, sempre vemos o ator e não o personagem. COTAÇÃO 4.0
Escrito por Escrito por Wendell às 13h37
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O CAVALEIRO DAS TREVAS

Ver O Cavaleiro das Trevas uma semana depois de sua estréia no Brasil foi mais difícil do que se o tivesse visto logo em seu primeiro dia em cartaz, isso porque, diante dos comentários sempre positivos a respeito do filme e sempre muito elogiosos ao desempenho de Heath Ledger como o Coringa, todos esses fatos levaram a expectativa com relação ao filme ir às alturas, e tamanha expectativa pode causar muita decepção caso o filme não corresponda a altura, vide o exemplo de Indiana Jones 4, felizmente com Batman não temos esse problema, já que resumindo e uma única palavra, O Cavaleiro das Trevas é um filme excepcional.
Como já havíamos comprovado no anterior Batman Begins, o diretor Christopher Nolan reinventou a franquia, mas de uma maneira mais séria e mais sombria, muito diferente dos primeiros filmes dirigidos por Tim Burton que tinha uma proposta totalmente diferente, muito mais leve e divertida, o que impossibilita uma comparação justa entre as adaptações, note que nem citei os dois filmes do morcego, dirigidos por Joel Schumacher, já que são tão desconexos e tão ruins, que prefiro nem comentar a respeito. Em Cavaleiro das Trevas, Gothan tem uma aparência mais segura, comparada a vista em Batman Begins, somente a possibilidade de o Homem Morcego estar por perto já faz com que vários bandidos evitem cometer delitos, porém sua figura justiceira, fez muitos anônimos se disfarçarem de Batman para fazer justiça com as próprias mãos, o que obviamente colocava a vida de todos em perigo. Assim tanto Batman como O tenente Gordon (Gary Oldman) ganham a ajuda do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart) que não mede esforços para colocar qualquer tipo de delinqüente atrás das grades. Porém todo esse senso de justiça tem seus efeitos colaterais, já que cansados de serem surpreendidos por Batman e pelas autoridades de Gothan, os Mafiosos se rendem ao apelo de uma figura enigmática e insana para continuarem a lucrar com atividades ilegais, e essa figura obviamente é O Coringa.
Claramente percebemos o esforço de Nolan para deixar o filme o mais real possível, tanto que realmente acreditamos na figura de um justiceiro disfarçado de morcego e de um criminoso fantasiado de palhaço, e quando disse que os novos filmes eram mais sérios e sombrios, esse conceito em O Cavaleiro das Trevas vai a um nível máximo, é impressionante o conflito psicológico vivido por Bruce Wayne, que procura aposentar a figura do homem morcego e levar os criminosos para a cadeia através do sistema normal, dessa forma é muito convincente sua crença em Harvey dent. E é exatamente essa noção do que ele representa, que faz de Bruce Wayne um sujeito complexo, e seu diálogo com Lucius Fox (Morgan Freeman) a respeito de uma tecnologia que daria a ele o poder de vigilar todos os habitantes de Gothan é marcante. Sendo assim, somente um sujeito que tivesse características parecidas, mesmo que usadas para propósitos conflitantes, que poderia criar um adversário a altura, e acreditem quando digo que Batman nunca enfrentou ninguém com tamanha destreza como esse Coringa.
A performance totalmente insana que Heath Ledger faz do Palhaço, é assustadora, cada vez que O Coringa está em cena já sentimos um frio na barriga por sabemos que algo ruim irá acontecer, e o fato de ninguém saber a origem e o que o motiva, o torna mais perigoso. Já Harvey Dent representa o destino mais trágico do filme, já que era bastante confiável seus ideais de realmente deixar Gothan um lugar mais seguro, e uma frase sua em certo momento do filme define seu destino com precisão “em Gothan ou morremos heróis, ou vivemos o suficiente para nos vermos tornar o vilão”. Rachel Dawes, dessa vez interpretada por Maggie Gyllenhall, tem poucos momentos, mas um papel importante.
Mas o que move o filme é mesmo o confronto histórico entre Batman e o Coringa, inicialmente o homem morcego o ignora por achar que seria somente mais um criminoso e que não merecia maiores atenções no momento em que ele estava prestes a colocar toda a máfia atrás das grades, porém a escalada de violência surgida pelas ações do Coringa, o colocam como principal e mais difícil oponente que Batman já teve e assim como Harvey Dent, O Coringa também solta uma frase que descreve perfeitamente o confronto com Batman “Isso é o que acontece quando uma força descomunal encontra um objeto irremovível”.
Enfim, O Cavaleiro das Trevas representa outro nível para os filmes de super heróis, onde a realidade e a seriedade fazem o filme alcançar um patamar jamais atingido, e ainda nos momentos finais fazer o herói assumir a postura de vilão por um bem maior é impressionante, é sem dúvida o melhor filme desse gênero já feito até hoje, e voltando a palavra inicial, simplesmente, excepcional.
COTAÇÃO: 9.5
Escrito por Escrito por Wendell às 23h24
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Filmes vistos e/ou revistos durante os últimos dias.
Cloverfield – Monstro: Filme bastante interessante produzido por J. J. Abrams, o mesmo de LOST. Apesar de pertencer a um gênero diferente, utiliza as mesmas técnicas de filmagem de a Bruxa de Blair, ou seja, um falso documentário, porém o resultado é interessante. Cotação: 7.5
Senhores do Crime: É um bom filme policial, sobre máfia, e fica ainda melhor em função de seu elenco, Naomi Watts talentosa como sempre e Vigo Mortensen simplesmente assustador como o chofer, mais uma bela parceria entre o ator e o diretor David Cronemberg que já haviam feito juntos o ótimo “Marcas da Violência”. Cotação 7.5
Hellboy: Ótimo filme de Guilhermo del Toro, Ron Perlman simplesmente nasceu pra fazer Hellboy, as feições do ator são muito parecidas com o demônio dos quadrinhos, muito bom filme, com ritmo, humor nos momentos certos. Cotação 8.0
Escrito por Escrito por Wendell às 15h44
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WALL-E

Nos últimos anos já virou uma redundância total falar das qualidades da Pixar, o estúdio responsável pelas animações, Toy Story, Mostros SA, Procurando Nemo, Os Incríveis , Ratatouille e outros, somente pelos longas já citados já percebe-se a qualidade do estúdio, que talvez tenha a missão das mais difíceis hoje em Hollywood, que é a imensa expectativa que se cria sempre que estão para lançar um novo projeto, sempre queremos que os estúdios lancem bons filmes, porém no caso da Pixar o patamar se elevou a um nível de total excelência que faz que com que não esperamos mais bons filmes, mas sim filmes excepcionais, porque foi esse padrão que a Pixar tem imposto em seus últimos projetos, e a melhor das noticias é: eles conseguiram novamente, WALL-E figura entre as melhores animações já feitas pela empresa e talvez seja a mais adulta e critica de todas.
WALL-E a sigla em inglês significa “Waste Alocation Load Lifter – Earth Class” que adaptando para o português seria algo como “Empilhadeira de lixo de uso Terrestre”, ele é um robozinho com a missão de compactar todo o lixo que tomou conta da superfície terrestre, com o intuito de limpar o planeta para a volta dos humanos, que deixaram a Terra praticamente inabitável e estão no momento, em cruzeiros pelo espaço esperando o dia do retorno. Porém o plano não dá certo, e na terra onde deveriam ter milhares de robozinhos fazendo a limpeza, WALL-E é o último, que só permanece em funcionamento devido sua inteligência de usar peças usadas dos demais robôs já quebrados. Solitário e contando com a presença de somente uma barata para interagir, ele continua fazendo seu trabalho até que a visita de uma nave deixa na terra a também robô EVA, que instantaneamente já desperta a curiosidade do robozinho terráqueo.
O mais impressionante é que todo esse inicio do filme não temos nenhum diálogo, somente os sons dos Robôs tentando se comunicar, o que acontece de maneira sutil e muito bem realizada, graças ao talento de Ben Burtt, também responsável pela sonorização de Star Wars. WALL-E fica fascinado por sua semelhante muito mais avançada tecnologicamente e como assistia diariamente em sua “casa” uma fita cassete do musical “Alô, Dolly” de 1969 que remetia sempre ao companheirismo, não é difícil perceber por que ele se apaixona pela nova companhia. EVA no entanto tinha a missão de encontrar qualquer evidência que provasse que a Terra voltou a se tornar habitável, e conclui isso ao achar a plantinha que Wall-e mantinha em sua casa, e ao voltar ao cruzeiro espacial onde estão os humanos, Wall-e vai junto, mesmo que acidentalmente.
E se não bastasse todo esse inicio espetacular, onde somos apresentados a um robozinho, simpático e bastante emotivo, passamos também a conhecer como está a raça humana no espaço, em cruzeiro que deveria durar somente 5 anos e já perdura no espaço há 700, a interação entre as pessoas é inexistente, tudo é feito através de tecnologia avançada, as pessoas não se olham, não se tocam, e vivem para o consumo, ou melhor, sobrevivem para o consumo, uma alusão bastante criativa ao futuro que nossa atual sociedade parece estar seguindo, não é a toa que os humanos são retratados como obesos incapazes de realizar qualquer tarefa simples do dia a dia sem a ajuda de alguma tecnologia. E é nesse ponto que a Pixar sempre se diferencia de seus concorrentes, eles são capazes de fazer uma animação com apelo infantil enorme e colocar em seu conteúdo criticas sociais bastante adultas. Até mesmo as referências de outros filmes são perceptíveis somente aos adultos, como o piloto Automático da Nave, que claramente foi inspirado pelo HAL 9000 criado por Stanley Kubrick em 2001 uma Odisséia no Espaço.
E chegamos nos responsáveis pela imensa qualidade e receptividade do filme, os robôs EVA e Wall-e, a primeira, embora muito mais avançada, percebe rapidamente a honestidade dos atos de Wall-e e aos poucos se rende ao charme do robozinho, esse por sua vez, mesmo sendo um personagem animado e um robô, transmite muito mais sentimentos e de maneira muito mais eficaz que a imensa maioria dos atores de carne e osso, é até difícil achar uma palavra para descrever Wall-e, ele simplesmente é adorável, e dessa forma não é somente EVA que se apaixona por ele, mas também todos os expectadores.
Enfim, a Pixar apenas tem comprovado ano a ano que está na vanguarda dos filmes de animação, o patamar de qualidade técnica e humana que eles atingiram é surpreendente, e por mais que a concorrência tenha feito também algumas animações com qualidade, as mesmas se parecem muito simplórias quando comparadas as da Pixar, que atualmente é sem a menor sombra de dúvida o núcleo mais criativo de Hollywood.
COTAÇÃO: 10
Escrito por Escrito por Wendell às 01h17
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O INCRÍVEL HULK

Depois do sucesso das adaptações de X-MEN em 2000 e de Homem Aranha em 2002, os superheróis de histórias em quadrinho entraram definitivamente na rota das grandes produções de hollywood e embora muitos deles tivessem um excelente desenvolvimento de personagens, como as duas adaptações já citadas, a grande aposta dos estúdios para levar o público jovem a lotar as salas de cinema eram as grandes e bem elaboradas cenas de ação, e o Hulk de 2003, foi um dos primeiros a inverter esse sentido, sim, ele tinha boas cenas de ação, mas todos seus principais momentos aconteciam em outras situações, como na complicada relação pai e filho, tanto de Bruce Banner como de Betty Ross, isso obviamente ocorreu pelo fato da direção ter ficado a cargo do diretor taiwanês Ang Lee (Brokeback Mountain), sempre acostumado a desenvolver dramas para o cinema.
Nesse novo Hulk, temos algumas alterações, a maneira que Bruce Banner ( Edward Norton) é exposto ao raios gama difere do anterior, assim como os efeitos da transformação, como Banner não tinha o menor controle depois de transformado e colocava em risco a segurança das pessoas, decidiu-se por se esconder e tentar desenvolver uma cura que impedisse a transformação, e esse inicio do filme onde ele se encontra foragido na favela da rocinha no Rio de Janeiro é de longe o melhor momento do filme. Nesse momento temos alguns acontecimentos inicialmente inexplicáveis, não consigo entender porque alguns moradores da favela como Rickson Gracie, que ajuda Banner a controlar seus instintos, fala português normalmente e outros, como o careca da fábrica de refrigerantes tem um português dublado e falso. E também é de se lamentar que somente um filme americano de super herói consiga fazer um plano aéreo onde realmente conseguimos ter noção da amplitude e vastidão das favelas cariocas, nenhum filme, série, novela ou reportagem da TV nacional conseguiu realizar algo sequer parecido.
É nesse primeiro ato passado no Rio de Janeiro que Banner se transforma no Hulk pela primeira vez, após ter sido rastreado pelo General Ross (William Hurt) e localizado na favela. Conseguindo fugir mais uma vez e de volta aos EUA, Banner vai atrás do cientista Samuel Sterns ou Mr. Blue (Tim Blake Nelson) o qual o ajudou a pesquisar os antídotos que fariam Banner inibir as mutações da contaminação Gamma em seu sangue. É também nesse momento que temos o mesmo conflito psicológico que tínhamos no Hulk de Ang Lee, ou seja, o relacionamento de Betty (Liv Tyler) e o General Ross, seu pai.
E se tem algo em que esse novo Hulk é superior a versão de 2003, é seu vilão principal, Emil Blonsky (Tim Roth), antes da transformação no Abominável, é um soldado frio, calculista e muito ameaçador, pena que o mesmo não aconteça com os outros personagens que também estavam no filme anterior, caso de Liv Tyler que faz uma Betty que jamais convence como doutora e cientista, ficando longe da excelente atuação de Jennifer Connely em 2003, assim como General Ross de William Hurt não tem a mesma virilidade do interpretado por Sam Elliot. Já Banner, dessa vez interpretado por Edward Norton, em alguns momentos consegue passar um peso dramático ainda maior que o de Eric Bana, sua degradação física após as transformações realmente fazem parecer que o monstro verde é uma maldição na vida dele.
Agora o curioso é que a atual adaptação tentou se diferenciar o máximo do filme cabeça anterior e tentou focar mais na ação do personagem, mas os melhores momentos do filme, seu primeiro e segundo ato, são justamente aquele em que o filme mais se aproximou da versão anterior. O roteiro escrito por Zak Penn que tem no currículo bons roteiros como o de X-MEN 3 e X-MEN 2, mas também bobeiras como Quarteto Fantástico e Elektra, faz um trabalho consistente, ainda mais que Edward Norton, um fã confesso de Hulk, revisou e reescreveu parte do roteiro, da mesma forma é a direção do Francês Louis Leterrier, que jamais realiza algo parecido com o visual concebido por Ang Lee e suas divisões de tela do filme anterior.
A única grande decepção do filme é exatamente seu momento mais esperado, ou seja, o confronto Hulk versus Abominável, Blonsky conseguia ser mais ameaçador como um soldado comum do que depois que se transforma na aberração, e as cenas de ação são burocráticas, sem nada de novo. Nesse ponto também chegamos a algo impossível de deixar de comparar, o Hulk digital do filme anterior foi muito criticado, porém sempre o achei muito bem realizado, embora sempre deixasse claro que era um efeito especial, o boneco digital do atual difere, é menor, tem um tom de verde mais escuro e fosco, mas também é convincente.
Enfim, Hulk, conseguiu uma proeza, fez um filme inicial que optou for estudar mais os personagens e deixar a ação para um segundo plano, e depois partiu para o oposto no segundo filme e conseguiu bons resultados em ambas as produções, ainda tenho uma simpatia maior pelo filme de Ang Lee, mas não há como negar que o atual manteve o nível interessante, e assim como no único bom momento da luta entre Hulk e o Abominável, eu tenho que concordar “Hulk Esmaga”.
Cotação: 8.0
P S: No final ainda temos a participação de Tony Stark onde ele menciona a criação da SHIELD, o que só enriquece o conteúdo do filme.
Escrito por Escrito por Wendell às 20h53
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O MELHOR AMIGO DA NOIVA

Comédias românticas fazem parte de um gênero que me agrada, afinal embora esse tipo de produção não seja o ideal para roteiros muito detalhados e mais bem desenvolvidos, muitas vezes nos entregam filmes muito agradáveis de conferir, vide o exemplo dos mais famosos, Harry & Sally, Uma Linda Mulher e outros, mas um grande problema também é a falta de novidade nesse tipo de filme, sempre temos o esqueleto do roteiro muito parecido entre todos os filmes desse gênero, talvez o recente “Como Perder um Homem em 10 dias” seja uma das poucas exceções, já que ao invés de mostrar uma pessoa tentando conquistar a outra, tínhamos o inverso. E nisso esse O Melhor Amigo da Noiva mantém a escrita e não trás nenhuma inovação em seu roteiro.
Nele temos o conquistador, bem sucedido Tom (Patrick Dempsey da série Greys Anatomy), aliás, a história do empreendimento que o torna bem sucedido é talvez o maior deslize do roteiro tamanho sua falta de originalidade, mas continuamos, Tom é conquistador, que desde a adolescência vem tendo casos de somente um final de semana com diversas mulheres, nunca tendo nada de concreto com nenhuma delas, e nessa jornada sempre tem ao seu lado sua amiga da época da faculdade, Hannah (Michele Monaghan), partilhando de uma química e gostos em comum, os dois estão sempre juntos e que obviamente em algum momento perceberão que se amam, mais algum empecilho irá acontecer para não deixar que a união dos dois aconteça de maneira tranqüila. Nesse caso é o casamento de Hannah que após uma viagem a Escócia, conhece um duque local, Colin, interpretado pelo grandalhão Kevin Mckidd.
Quem assina a direção do filme é o inglês Paul Weiland, que acostumado a dirigir episódios de TV e filmes do Mr. Bean, até consegue dar um ritmo razoável para o filme, ou seja, faz um trabalho burocrático, somente perdendo a mão exatamente quando pensa estar fazendo algo diferente, quando numa cena em um restaurante deixa a câmera girando sem parar pela mesa onde estavam Colin, Hannah e Tom, nesse momento o diretor claramente usou esse artifício para deixar os expectadores confusos assim como Tom, quando recém recebeu a noticia do casamento de Hannah. Nessa mesma seqüência também tivemos algo que sempre condeno em qualquer tipo de comédia, que é o humor físico sem qualquer propósito, ou seja, sem nenhuma explicação razoável, Tom cai duas vezes seguidas ao chocar-se com o garçom, as seqüências de humor físico fazem parte do gênero comédia, mas devem ser inseridas naturalmente em um contexto e não somente para forçar o riso da platéia. Outro problema do filme é a falta de presença e carisma dos protagonistas, quando juntos, jamais convencem como casal, já Tom, consegue se sair melhor quando cercado por seus amigos.
Porém não há como negar a simpatia do filme, e se citei a seqüência do restaurante como fraca, tenho que reconhecer que outra envolvendo os homens do filme em um vestiário é bem desenvolvida e bastante engraçada. E se como casal Hannah e Tom não convencem, no momento que estão como amigos rendem bons momentos. Embora Michele Monaghan seja uma bela atriz, não há como negar que a razão do filme, mesmo com todos seus defeitos, ser um filme agradável de se ver, vem do fato da ótima atuação de Dempsey, é só ver o cinismo dele depois que foi convidado para ser “madrinha” de casamento de Hannah.
Enfim, O Melhor Amigo da Noiva, tem seus defeitos, e que não são poucos, porém consegue fazer com que os 100 minutos de projeção passem quase despercebidos, pelo fato de ser uma comédia romântica sem nenhuma novidade, porém muito agradável de ver.
COTAÇÃO: 6.5
Escrito por Escrito por Wendell às 22h14
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ELEIÇÕES EUA
Enquanto Lost está em recesso e até o final de semana quando irei ao cinema assistir algum filme, gostaria de mudar de tópico neste post e comentar um pouco sobre política, e mais, sobre política dos EUA
Parece que agora o partido democrata realmente escolheu o seu representante para ser adversário do republicano John McCain, e quem diria alguns anos atrás, pós-ataque terrorista contra as torres gêmeas, guerra do Afeganistão e Invasão do Iraque, que um negro, jovem e de nome Barack Hussein Obama, iria ser um fortíssimo candidato a assumir a presidência dos EUA.
Sempre acompanhei as eleições Norte Americanas e sempre tive uma ideologia mais afinada com o partido democrata, embora eles tenham cometido erros abomináveis ao apoiar algumas idéias absurdas do governo Bush somente por medo de perderem popularidade, ainda assim, me parece que no atual cenário mundial, uma vitória democrata seria mais favorável do que uma do sempre bélico partido republicano. Com exceção de algumas idéias diferentes no quesito de liberação do comércio, as propostas de John McCain são praticamente um continuísmo do estilo Bush, já Barack embora possa trazer alguns problemas para o Brasil devido alguns discursos com conteúdo de idéias protecionistas com relação ao seu mercado, pode até depois vir-se a mostrar um enganador, mas nesse momento, não há como negar que seus discursos são sempre elegantes, bem redigidos, sempre muito culto, em nenhum momento em sua campanha ele colocou a questão racial no centro do debate, e suas propostas de mudança da política externa americana podem ser um diferencial positivo. Quem sabe com Barack o antiamericanismo esteja próximo de seu fim, torcerei por ele em novembro.
Escrito por Escrito por Wendell às 09h49
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Lost – There is no Place Like Home Part II e III.
Season Finale.
Na semana passada foi ao ar nos EUA o último capitulo da 4º temporada de LOST, como a série havia perdido um capitulo com a greve dos roteirista, o episódio final teve o dobro de duração, dos normais 42 minutos foi para 87minutos. Aliás atualmente Lost é a única série que consegue fazer um capitulo longo e não ser cansativo, pelo contrário, tamanho a qualidade do roteiro de lost, mal conseguimos perceber que se trata de um capitulo mais longo.
Ao contrário dos finais das outras 3 temporadas, dessa vez o último capítulo respondeu mais perguntas do que criou e iniciou uma interessante busca a ser realizada na 5º temporada. E se Lost sempre foi elogiada pela qualidade de seu drama e narração, o que teve destaque nesse season finale foi à ação, o confronto do grupo de Keamy com os “outros” foi espetacular, assim como a vingança de Benjamin Linus, sem o clichê dos atuais filmes onde sempre há muito diálogo entre a caça e o caçador, Benjamin simplesmente mata Keamy, em seus raros momentos onde se deixa levar pela emoção, já que Linus é racional ao extremo. Da mesma forma, foi interessante ver como todos os Oceanic 6 conseguiram se juntar para sair da Ilha, e Sawyer que já vinha ganhando uma moralidade tocante na ilha, vide a preocupação que teve com Clair, Hurley e Jack, dessa vez ele tem o ato mais corajoso de todo o episódio ao saltar do Helicóptero.
Um grande mistério que já durava desde o season finale da 3º temporada enfim foi esclarecido, John Locke é o homem do caixão, o que na verdade só cria um outro mistério ainda mais instigante, como ele saiu da ilha?, como e por quem foi morto?, ou seja, Locke ainda tem muito o que contribuir com a série e o maior mistério de todos, como conseguiram mover a ilha no tempo?, Pra onde a ilha foi?. Tais questionamentos juntamente com tarefa de Jack de tentar levar os Oceanic 6 de volta a ilha, será o fio condutor da 5º temporada, que desde já, estou ansioso para conferir.
Um final digno para inteligência de Lost, agora só cabe a revisão da temporada atual e dos capítulos chaves das temporadas anteriores para aguardar o imenso e torturador hiato de cerca de 8 meses até a estréia da quinta temporada ano que vem. Se fosse um filme a cotação da 4º temporada seria um enorme 10 (com louvor).
Escrito por Escrito por Wendell às 11h17
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Filmes vistos e/ou revistos nos últimos dias.
A Lenda do Tesouro 2: O primeiro filme era fraco, porém era um filme agradável de se ver, e essa continuação segue o mesmo estilo, não tem nenhuma inovação, nenhuma cena de ação espetacular, mas continua sendo um filme agradável de ser visto.
Cotação: 7.0
30 Dias de Noite: Realmente os filmes de terror precisam se reinventarem, é sempre a mesma história, um grupo fica isolado e passa a ser perseguido e blá blá blá. O fato de estarem apavorados por alguma situação não justifica o comportamento idiota que várias pessoas tem nesse tipo de filme, fraco.
Cotação: 4.0
Dèjá Vú: Quando escrevi desse filme em sua estréia no cinema, comentei que não havia gostado dos trailers e fui assistir o filme sem expectativa alguma, e que o fato de ter sido muito bom, acabou me surpreendendo, e dessa vez, ao rever o filme na HBO, constatei outra coisa, ele fica ainda melhor sob uma segunda conferida, a cena dele perseguindo o terrorista no presente e o vendo no passado é excelente.
Cotação: 8.5
Escrito por wendell-andrade às 11h45
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INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

Ao falar de Indiana Jones é praticamente impossível não compará-lo ou até mesmo fazer um resumo dos anteriores, talvez Indy seja um dos primeiros exemplos de filmes onde o protagonista é mais importante do que direção, roteiro e etc, até porque a simpatia do personagem era a chave de toda a série, devido essa ampla identificação sequer conseguíamos reconhecer nele o que muitas vezes o era, um americano quase ladrão de culturas estrangeiras, é só pensarmos, porque um artefato de cultura indígena deveria ficar em um museu nos EUA e não seu local original?. A produção feita na época homenageando as produções tipo B, caiu como uma luva para a trilogia que viria a seguir, e a própria natureza do personagem se saiu melhor com esse tipo de produção, Indy foi sempre um herói carismático, e real, não era raro que ele tomasse decisões precipitadas e não soubesse o que fazer até mesmo segundos antes de poder morrer. E esse hiato de praticamente 19 anos desde sua última aparição em A Última Cruzada fez com que Indy ganhasse status mitológico dentro do cinema, virou sinônimo de filme de ação com qualidade e até gerou alguns primos que beberam em sua fonte e realizaram filmes interessantes também, como Piratas do Caribe.
Sendo assim chegamos no atual Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, desta vez a ameaça não é nazista e sim comunista, o filme se passa em 1957 no auge da Guerra Fria, onde agentes da KGB estão em solo americano a procura de uma tal caveira de cristal que pode dar a eles poderes paranormais; e obviamente em algum momento Indy entrará no caminho deles e tentará possuir a caveira antes, a explicação é breve, mas não é, ou melhor, não deveria ser um problema para o desenvolvimento do roteiro, já que em tese é parecida com o argumento inicial de Os Caçadores da Arca Perdida que se trocarmos a caveira pela Arca da Aliança e os Soviéticos por Nazista teríamos as mesmas premissas iniciais, a grande diferença está no desenvolvimento do roteiro. Aliás fãs da série tiveram muitas preocupações enquanto a produção desse quarto filme estava em sua fase inicial, todos receberam receosos a noticia de que somente George Lucas não havia aprovado o roteiro escrito por Frank Darabont e insistiu que um roteiro fosse escrito a partir do argumento que ele escreveu junto com Jeff Nathanson e ficou a cargo de David Koepp essa missão.
Como já disse anteriormente o grande achado da criação do personagem foi o ter feito o mais real possível, mesmo diante de situações absurdas, Indy nunca tinha certeza absoluta de que seus planos dariam certo e quando davam era facilmente perceptível em seu rosto a expressão de surpresa e isso se perdeu nesse filme, os atos sempre parecem calculados demais e com a certeza do sucesso no final. E a trama central da caveira de cristal também foge as anteriores por se mostrar aparentemente complexa, mas depois percebe-se que na verdade era apenas ruim e mal desenvolvida mesmo, se você não conseguiu entender o verdadeiro significado da caveira não foi por falta de observação ou inteligência é porque o roteiro é preguiçoso e não explica mesmo.
Com relação ao elenco temos alguns acertos e muitos desperdícios, ao trazer o jovem Mutt (Shia LaBeouf) para balancear com Harrison Ford, Spielberg chega perto de criar a atmosfera existente entre Indy e seu Pai (Sean Connery) em A Última Cruzada, porém nunca com a mesma competência de outrora, Marion (Karen Allen) obviamente sempre foi a personagem feminina mais forte de toda a série e é bom tê-la de volta, John Hurt como o professor Oxley cria um personagem interessante devido seu estado em transe e ao mesmo tempo serve como alívio cômico em algumas cenas, vide sua engraçada reação quando Indy o manda buscar ajuda. E até chegarmos na vilã Irina Spalko, talvez uma das piores atuações de Kate Blanchet, com sua peruca channel preta, cria uma vilã caricata por todo tempo de projeção, até seu sotaque parece ter vindo de inspiração de Borat.
Porém não estamos falando de um filme qualquer, mas sim de Indiana Jones, e qualquer 10 ou 20 minutos de bom filme o tendo como protagonista é melhor do que horas de projeção de outros filmes, e nesse quarto episódio nem tudo está ou foi perdido, temos cenas que se não salvam o filme, pelo menos não o fará ter a sensação de ter perdido dinheiro.
Um dos fatores que muitos julgaram ser o maior empecilho para realização do filme mostrou-se o melhor argumento para fazê-lo, ou seja, a idade de Harrison Ford, o roteiro não poupa momentos para brincar com a idade de Indy e na cena inicial do galpão quando não consegue alcançar um jipe com seu chicote e solta a frase “pensei que estava mais perto”, só ela já valeria o ingresso, e sabendo da grande expectativa do público em ver o personagem em ação novamente Spielberg foi inteligente ao revelá-lo aos poucos, primeiro o chapéu, depois a silhueta e enfim Indiana Jones com a o tema de John Williams de fundo, o que fez com que o coração de muitos fãs palpitasse mais rápido nesse momento, e logo depois temos a cena impagável do sorriso sarcástico de Indy ao perceber que a Vilã tentava ler sua mente.
As cenas de ação são mais pragmáticas que nos anteriores, jamais chegando perto do clímax que já alcançaram anteriormente, mas a cena inicial do galpão, que aliás vimos de relance a Arca da Aliança do primeiro filme, é uma seqüência bem realizada, assim como a perseguição de moto pela cidade e também quando Indy e Mutt são atacados por nativos e Indy se antecipa a um deles, e as referencias aos filmes anteriores aparecem a todo tempo e agradam, uma delas é a rápida aparição da Arca, depois a que talvez seja a mais engraçada de todo o filme, quando vemos novamente Indiana de frente com uma serpente mostrando mais uma vez sua fobia a esse animal, e a seqüência da queda nas cachoeiras, que inicialmente achei absurda, mas depois me dei conta que de fato era uma homenagem a uma parecida com essa logo depois da abertura de O Templo da Perdição, a única diferença e como já citado, é que anteriormente Indiana Jones se apavorava com a chegada do penhasco, neste pareceu uma queda normal.
Enfim, infelizmente Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, deixa um resquício de decepção por sabermos que o potencial do filme não foi alcançado em sua plenitude, porém o clima de nostalgia de ter visto o personagem em ação novamente ainda é mais forte que a decepção, e eu realmente gostaria de vê-lo em ação novamente.
Cotação: 7.0
Escrito por wendell-andrade às 15h54
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LOST 4º Temporada - There is no Place Like Home
Mesmo sabendo que estarei chovendo no molhado e usando novamente um clichê é impossível deixar de falar; como é LOST é espetacular. Nos outros dois comentários que fiz sobre a série esse ano, não consegui deixar de comentar que a série é a melhor da atualidade e talvez a melhor de todos os tempos. No atual 12º episódio “There is no place like home” acompanhamos a preparação de terreno para o encerramento da temporada e ainda assim temos momentos intrigantes no episódio, LOST chegou num patamar em que praticamente todos os personagens são interessantes, e será que dessa vez Locke irá aprender que Benjamin sempre tem um plano! (God damn it). Sawer que iniciou a série como um canastrão, hoje é talvez o sujeito mais confiável na ilha. E no final do episódio temos o provável motivo da obsessão de Jack para voltar a ilha, ou seja, quando ele descobre que Clair é sua irmã.
Apesar dos sempre inteligentes flahbacks e flashforwards, o desenvolvimento da série tem sido espetacular, a 1º temporada nos apresentou aos “losties” a 2º desenvolveu os personagens de maneira exemplar e isso foi fundamental para nos preocuparmos com o destino deles, a 3º temporada juntamente com as duas primeiras mostrou que LOST não é uma série comum, e tudo, absolutamente tudo que aparece em cena tem uma razão e um propósito de estar ali, e a quarta temporada tem sido até aqui uma obra prima tanto do ponto de vista narrativo quanto de montagem, que pena que teremos somente mais dois episódios até seu final e ai então a tortura pelo hiato de quase um ano até a quinta temporada no próximo ano. Parafraseando Pablo Villaça do cinemaemcena, sinto orgulho de ser fã de LOST.
Escrito por wendell-andrade às 09h04
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LOST
A atual 4º temporada de LOST terá 14 episódios, sendo que o último com 1 hora mais de duração, e até aqui vem sendo a melhor temporada da série, o 11º capitulo Cabin Fever trouxe vários enigmas de volta a ilha, o principal deles sendo com relação a Clair, estará ela morta ou não?. A atual temporada também nos deu talvez os dois melhores capítulos de toda a série, The Constante e The Shape of things to come. Pena que depois a série voltará somente no ano que vem, onde teremos 16 capítulos em 2009 e outros 16 em 2010, ano que será encerrado a série e segundo os produtores respondida todas as questões. Como já comentei anteriormente LOST é hoje disparada a melhor série da TV, talvez a melhor de todos os tempos, me que para públicos e gêneros diferentes não consigo lembrar de outra série assim e me veio a cabeça ótimas séries como Arquivo X, Dexter, The Office, Battlestar Galáctica, CSI, E.R, Grey’s Anatomy, Friends, Família Soprano, A Sete Palmos e etc.
Filmes vistos e/ou revistos nos últimos dias
Leões e Cordeiros: Segundo filme dirigido por Robert Redford, é interessante em conteúdo e fraco em direção, fiquei fascinado pela Jornalista interpretada pela Merryl Strip, sempre fazendo inteligentes e não se deixando influenciar por respostas vazias, porém o filme não é linear, e começa a tropeçar em seus próprios argumentos.
Cotação: 6.0
Os Sonhadores (The Dreamers) : (apenas repetindo o que havia escrito quando vi o filme em dezembro de 2006) Filme de Bernardo Bertolucci, que tem como época 1968, “o ano que não acabou”, que já vinha tendo diversos movimentos estudantis e que tem um estopim com a demissão do diretor da Cinémathèque de Paris Henry Langlois. Neste cenário os irmãos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) junto com o amigo Matthew (Michael Pitt) mostram a jovialidade da época, da diferença entre discursar e agir e debatem questões políticas, culturais e sexuais.
Um ótimo filme, com um excelente trio central de atores.
Cotação: 8.5
Escrito por wendell-andrade às 14h42
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HOMEM DE FERRO
Criado por Stan Lee e seus colaboradores em 1963, homem de ferro que iniciou sua carreira nas HQ’s e depois também migrou para os desenhos animados é um personagem muito conhecido para quem o acompanhou nesses dois meios de divulgação, eu confesso nunca ter lido uma única HQ do Herói e muito menos ter visto algum episódio do desenho, porém sempre conheci o personagem, mesmo que superficialmente. E depois do sucesso do Homem Aranha na telona, até me surpreendeu a demora para uma adaptação do homem de ferro, mas vejamos pelo lado positivo, melhor demorar e chegar com qualidade, como de fato aconteceu, do que se precipitar e ter resultados hediondos de coisas como Elektra e Motoqueiro Fantasma.
Tony Stark (Robert Downey Jr.) é um bilionário empresário do setor bélico, engenheiro e desenvolvedor extremamente competente, é o criador das armas mais sofisticadas das Forças Armadas americanas, porém vive como um playboy fútil, gastando seu dinheiro com mulheres, bebidas e em cassinos, até que é capturado por terroristas no Afeganistão, quando realizou a demonstração de uma recente e potente arma, sob pena de ser morto, terá a missão de construir a tal arma para a milícia terrorista, porém com a ajuda de Yinsen (Shaun Toub) ele cria uma imensa armadura de ferro para fugir do local e depois usá-la para combater o terrorismo.
Homem de Ferro já prende a atenção desde os minutos iniciais, já que o seqüestro de Tony já ocorre logo no inicio do filme, de maneira violenta e bastante real, neste momento já começamos a ter a sensação que estamos diante de uma bela adaptação. Neste quesito os roteiristas mostram-se muito competentes, já que a seqüência da criação da primeira armadura na caverna, utilizando poucos recursos, acontece de maneira natural e também com o talento de Downey Jr. realmente acreditamos que ele é capaz de realizar tal tarefa. Assim como a fala de um certo personagem segundos antes da morte, nos faz lembrar Tom Hanks em O Resgate do Soldado Ryan, quando diz para Matt Damon “não desperdice(sua vida), faça por merecer”.
Depois da fuga espetacular, Stark volta para os E.U.A, e como presenciou que suas criações bélicas das quais ele acreditava serem responsáveis pela manutenção da “paz e ordem” no mundo, não iam somente para as mãos de comandantes de exércitos, mas também, para terroristas, ele decide aperfeiçoar sua armadura e combater aqueles que usam as armas criadas por ele, o que não deixa de ser uma critica ao Governo dos E.U.A, que outrora armou Saddam E Bin Laden para combaterem a ameaça comunista soviética e agora inicia guerras para combater sua criação. E como não poderia faltar, quando Stark decide extinguir a produção de armas de sua Industria, temos o aparecimento do vilão do filme, nesse caso seu mentor, Obadiah Stane (Jeff Bridges), que praticamente foi um segundo pai para Tony, já que o criou desde a morte de seu pai, e é um dos controladores da Stark Industries, e não vê com bons olhos a desistência da produção de armas, o que obviamente iria diminuir seus lucros.
Em uma adaptação desse porte, algo que causa certa expectativa, é a criação dos efeitos especiais, mas como nesse quesito Hollywood tem se mostrado cada vez mais competente, não chega a causar impacto o fato de presenciarmos efeitos extremamente reais, da criação da primeira e mais rudimentar armadura feita pela empresa do sempre competente Stan Winston, e depois a armadura já sofisticada feita pela Industrial Light and Magic de George Lucas o que dispensa maiores comentários.
Mas somente uma boa história e bons efeitos não fazem um bom filme se não tiverem atores com competência para tal tarefa, e nisso Homem de Ferro também é bem realizado, Jeff Bridges compõe um Stane ambíguo, que inicialmente parecia ter uma genuína preocupação com Tony, mas que depois percebemos que sua preocupação sempre foi poder e dinheiro, Gwyneth Paltrow surge simpática no papel de Pepper Potts, mas não tem chance de ser nada mais que isso, Terrence Howard também não tem muito o que fazer com suas pequenas seqüências como o piloto de Stark, e como já diziam a muito tempo, o melhor fica por último, e Homem de Ferro não seria o filme que foi sem a presença de Robert Downey Jr., o que a princípio pareceu uma escolha estranha para um super herói, levanto em conta a vida complicada do ator, que foi preso diversas vezes pelo abuso de álcool e drogas, com o recorrer do filme a escolha revelou-se ser a mais certa possível, já que, quem melhor para representar o cinismo de Tony Stark e sua vontade enorme de “estar” na mídia do que Downey Jr, vide sua última e engraçada declaração no filme. Se a recuperação do ator continuar nesse ritmo, Downey Jr tem tudo para conseguir outra indicação ao oscar, assim como ocorreu quando interpretou Chaplin no cinema, vale lembrar que no ano passado ele também esteve no elenco do excelente Zodíaco. Apesar de não ser ator, também vale ressaltar a engraçada e usual ponta de Stan Lee, com duas mulheres em uma festa ele é confundido com Hugh Hefner (Dono da Playboy) por Stark.
Uma preocupação recorrente de produtores de adaptações, é fazer o filme ser entendido por aqueles que não conhecem a história, mas também satisfazer os fãs das HQ’s, e nesse sentido Homem de Ferro consegue agradar a todos, eu por exemplo, me encaixo naqueles que somente com o filme conheceu os detalhes da história, mas com uma rápida pesquisa na internet encontrei algumas referencias que também devem agradar aos fãs, como a menção da S.H.I.E.L.D (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuassão) e também dos Poderosos Vingadores, que faz parte de outra sequencia de HQ’s e que é uma espécia de Liga da Justiça da Marvel, composta pelo Homem de Ferro, Thor, Hulk, Capitaão América e outros personagens da Marvel.
Enfim, pela primeira vez realizado pelo Estúdio próprio da Marvel, Homem de Ferro, não é a melhor adaptação de um quadrinho já feita para o cinema, mas definitivamente é um filme competente, e que seria muito agradável que pudéssemos ter uma franquia, desde que mantidos os requisitos básicos para um bom filme como os que foram realizados neste.
COTAÇÃO: 9.0
OBS: Quem ainda não viu o filme, aguarde os créditos finais, já que temos uma cena adicional, mas que por sua vez é dirigida para os conhecedores da HQ do Herói.
Escrito por wendell-andrade às 13h00
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QUEBRANDO A BANCA

Filme adaptado do livro “Bringing down the House” de Ben Mezrich, livro que contava a história de 6 jovens estudantes de matemática do MIT, que junto com um professor, utilizaram da técnica de contar as cartas do Blackjack para elevar as chances de ganhar no jogo, e ainda potencializaram as chances de faturamento por agirem em grupo.
Em Quebrando a Banca a história é praticamente a mesma, somente adaptado ao estilo hollywoodiano de contar histórias, ou seja, nele, o estudante brilhante do MIT Ben Campbell (Jim Sturgees) precisa levantar 300 mil dólares para financiar seu tão sonhado curso de medicina em Harvard, obviamente o garoto não tem a quantia, e sua única opção acaba sendo concorrer a uma bolsa de estudo da qual precisa “impressionar” o diretor da universidade. Sua sorte começa mudar quando o professor Micky Rosa (Kevin Spacey) vê potencial no garoto e o chama para fazer parte de um grupo que visa ganhar dinheiro jogando Blackjack em Las Vegas utilizando do método de contagem das cartas e em grupo, para além de aumentar as chances de ganhar também dificultar a identificação dos mesmos pelos cassinos, que embora a contagem não seja algo ilegal, os cassinos chegam a expulsar os jogadores que utilizam de tal técnica.
No inicio até temos seqüências interessantes, principalmente quando começamos a entender a técnica da contagem, que embora seja relativamente simples, mas se agindo em grupo, mostra-se totalmente eficiente, até o fato da dificuldade de mentes geniais conseguirem ganhar dinheiro com isso, já que Ben é um dos melhores alunos do conceituadíssimo MIT, porém trabalha em uma loja de roupas, desperdiçando totalmente seu potencial.
Em contrapartida, logo após acompanharmos os primeiros “golpes” do grupo em Las Vegas, os clichês começam a aparecer um atrás do outro, já que claramente o filme tenta ser uma versão mais jovem de “Onze Homens e um Segredo”, mas falha totalmente em virtude de seu roteiro ser inteiramente o oposto, já que se no filme de George Clooney, somos apresentados ao plano do golpe em doses homeopáticas e que no final revela-se surpreendente, o mesmo não pode ser dito com relação a “Quebrando a Banca”, já que o terceiro ato do filme é previsível do inicio ao fim, as reviravoltas que os roteiristas acharam que poderiam causar alguma surpresa não funcionam, nem mesmo quando tentam criar um pequeno clima de suspense, quando Campbell passa pelo detector do aeroporto cheio de dólares na cueca (parece que já vimos isso aqui no Brasil) a possibilidade de ser descoberto deveria gerar alguma tensão, mas é mal executada e revela-se o clichê mais óbvio do filme.
Outro ponto que não é bem realizado é o romance entre a também estudante e membro do grupo Jill Taylor (Kate Bosworth) e o protagonista Ben, em nenhum momento a aproximação de ambos acontece naturalmente, sempre ocorre de maneira forçada e pouco casual, aliás como quase tudo no filme não atinge nenhuma verossimilhança aceitável, senão, como engolir que um aluno brilhante do MIT e aceito em Harvard não consegue sequer investir ou apenas guardar o dinheiro que ganha com segurança, ou como o professor Micky é facilmente manipulado no final do filme, ou como o diretor da universidade se sentiria atraído pela história contada por Campbell.
Enfim, com um inicio promissor, Quebrando a Banca, poderia ter atingido seu objetivo de ser uma versão mais jovem de “Ocean’s Eleven”, mas dada a falta de talento de seu diretor e roteiristas, acaba por se tornar no máximo um bom filme para assistirmos na sessão da tarde da rede globo.
COTAÇÃO: 5.0
Escrito por wendell-andrade às 21h28
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BRASIL, Sudeste, MAUA, VILA EMILIO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Esportes MSN - WENDELL ANDRADE
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